O Botafogo se reuniu nesta sexta-feira com o presidente do grupo Viton 44, Neville Proa, para renovar o patrocínio com o Guaraviton. Entretanto, as partes ainda não chegaram a um acordo e as conversas serão retomadas na segunda-feira. A informação foi divulgada pelo próprio Alvinegro em nota oficial no site do clube.

Após chocar o presidente da empresa Neville Proa com um pedido de R$ 25 milhões, o Alvinegro apresentou uma contraproposta com uma redução no valor, que não foi divulgado. A nova proposta terá uma mudança em relação ao que ocorreu durante a temporada.

A Guaraviton não terá mais exclusividade, como ocorreu em 2014. Na oportunidade, a Viton 44 estampou diversas marcas como Guaraviton, Guaravita e Carioquinha. Isso não acontecerá e outras empresas poderão entrar na camisa do Botafogo com a contraproposta que será apresentada.

Para que o acordo seja selado, a nova diretoria terá que ter jogo de cintura para driblar o mal estar causado pelos antigos dirigentes. Mais cedo, em entrevista ao O Globo, Neville foi mais direto nas críticas e chamou de safados os integrantes da antiga diretoria do Botafogo: “A antecipação não era para pagar jogador, era da rodinha lá de dentro. Só pode ser isso, mais nada. Eu não sabia de nada. Única e tão somente, eu fazia propaganda. Vivemos só disso, e nos deu uma visibilidade enorme. Infelizmente, acontece de encontrar esses sem-vergonha, safados, como tem um monte no Brasil”, criticou o empresário.

As negociações de patrocínio e fornecedora esportiva são de vital importância para o Botafogo, que não terá a verba da televisão, já adiantadas pelo ex-presidente Maurício Assumpção. Guaraviton e Penalty são as favoritas para ao certo e o clube espera lucrar aproximadamente R$ 35 milhões com as duas transações. Essa verba seria destinada para a montagem e manutenção do elenco.

Fonte: UOL