Com suas contas no limite, o Botafogo cogita ir à Justiça para receber cerca de R$ 3,5 milhões devidos pela Prefeitura. Segundo o clube, o município havia se comprometido a arcar com as despesas do Estádio Nílton Santos: serviços como os de segurança, água, luz e telefonia seriam pagos como forma de compensar o prejuízo que o Alvinegro teve com o fechamento do estádio. Desde novembro de 2014, porém, os repassem não são depositados.

A Procuradoria Geral do Município aconselhou a Prefeitura a interromper o reembolso em função dos problemas que o Botafogo acumulou com a Justiça do Trabalho em 2014. Mas, em maio deste ano, o clube conseguiu regularizar sua situação com o órgão, ficando apto a receber o valor devido. Segundo o presidente do clube, Carlos Eduardo Pereira, conversas com o prefeito Eduardo Paes e com diversos secretários pareciam ter encaminhado a devolução do valor. As promessas de reembolso, no entanto, não se confirmaram.

– O problema é que a Prefeitura não toma uma postura. Nos prometem que vão pagar e não o fazem. E ninguém afirma que o depósito não será feito. Existe um muro de silêncio sobre essa questão. Na nossa visão, a solução será entrar na Justiça para reaver esse dinheiro — disse Carlos Eduardo.

A Prefeitura, por sua vez, reconhece que o Botafogo tem mesmo um valor a receber. O município confirma que o montante será devolvido ao clube, mas não dá prazo para que isso aconteça.

— Já estamos em junho e nenhuma posição foi tomada. Qualquer valor que o Botafogo tem a receber é importante. A Prefeitura, desta forma, está asfixiando o clube — finalizou o presidente.

Fonte: Extra Online