O Botafogo iniciou a temporada em busca de um grande reforça para o setor ofensivo. Porém, a crise financeira vivida por Inter e Grêmio, que montaram por alguns anos seguidos elencos recheados de craques, alertou a diretoria de General Severiano. Os clubes gaúchos se viram com a folha salarial inchada e tiveram que se desfazer de algumas de sua estrela, casos de Elano e Forlán, por exemplo.

Este cenário serviu para o Botafogo enxergar a necessidade de se reforçar de uma outra maneira. Isso fez com que o a diretoria mudasse sua tática nas contratações e desistisse de fazer uma loucura para efetivar a chegada de um craque para a temporada de 2014. Sem muito dinheiro em caixa, o Alvinegro se viu em situação delicada no ano de disputa da Libertadores, o que não ocorria há 18 anos.

Assim, o Botafogo tentou utilizar o prestígio da competição internacional para seduzir os grandes jogadores que desejava para a temporada de 2014. Na prática, não foi o que aconteceu. Alvos como Forlán, por exemplo, pediu R$ 800 mil de salário, o que representava o pouco menos do dobro do que o Alvinegro estava disposto a pagar para ter o uruguaio – R$ 500 mil. Sem acordo, o atacante decidiu defender o Gamba Osaka-JAP.

E o Botafogo sofreu até mesmo para contratar jogadores com menos peso no mercado. Com a política de pés no chão e custo zero. Sem querer abrir os cofres, o Alvinegro não conseguiu trazer Zeballos, que estava no futebol russo e queria defender o clube de General Severiano. Porém, a diretoria não chegou a um acordo e o atacante retornou ao Olímpia-PAR.

Com a nova mentalidade e a dificuldade encontrada no mercado, o Botafogo fechou apenas com atletas que estavam sem contrato, casos de Jorge Wagner e Tanque Ferreyra, por exemplo. O atacante argentino, inclusive, passou a ser o grande nome para o ataque do Alvinegro, mesmo que inicialmente ele tenha chegado para compor elenco. Até mesmo Elias, que já estava fora dos planos, voltou a pauta e assinou por mais uma temporada.

Fonte: UOL