O Botafogo vive um momento de transição. Para a próxima temporada, o clube apresentou Valdir Espinosa como novo gerente de futebol. Pelo menos até a chegada dos investidores, que podem reformular a diretoria. Até lá, muita água vai rolar e o Alvinegro tem algumas missões pela frente em um curto período de tempo.

Quatro grandes desafios estão definidos antes mesmo de a bola começar a rolar. Mais que isso. Terão que ser resolvidos em poucas semanas para que na reapresentação, em 6 de janeiro, o técnico possa saber qual elenco terá nas mãos e com tranquilidade para trabalhar.

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Saída de atletas fora dos planos

O Botafogo tem como principal meta enxugar a folha salarial. Principal líder da diretoria de transição, Carlos Augusto Montenegro revelou que o objetivo é reduzir de aproximadamente R$ 3 milhões para R$ 1 milhão, o que deixaria o clube com gasto mensal dos mais baixos do Brasil. Para que isso ocorra terá que se livrar de jogadores com salários altos e que não estão nos planos.

Quatro atletas encabeçam a lista nesse sentido. Diego Souza e Cícero têm contrato acabando em dezembro, mas cláusulas de renovação automática que os vincula até o fim de 2021. O centroavante tem salário na casa dos R$ 300 mil, enquanto o volante recebe R$ 250 mil. Nenhum dos dois está nos planos.

Outros dois atletas com salários altos estão fora dos planos: Leo Valência e Joel Carli. O chileno recebe R$ 250 mil, mas só tem contrato até julho. O argentino, por sua vez, renovou por meio de uma cláusula automática até o fim de 2021 e tem vencimentos na casa dos R$ 230 mil. A diretoria tentará a saída de todos eles.

Vender atletas com valor de mercado

A lista de jogadores que podem sair do Botafogo é muito maior do que os quatro jogadores citados acima. Outros jogadores com contrato longo têm valor de mercado e podem ser negociados com outros clubes. Seja com dinheiro ou como moeda de troca para trazer algum reforço desejado. São eles: Alex Santana, João Paulo, Gatito e Luiz Fernando.

O que tem a situação mais bem encaminhada é a de João Paulo. O meio campista está com proposta do Besiktas, da Turquia, nas mãos e espera uma outra do Seattle Sounders, dos Estados Unidos. A preferência é seguir para o continente norte-americano, onde, inclusive, gostaria de firmar moradia com a família. A proposta seria na casa dos US$ 2 milhões (cerca de R$ 8,2 milhões), e o Alvinegro investiu R$ 3 milhões por 60% dos direitos econômicos junto ao Santa Cruz, em 2017.

Alex Santana, por sua vez, teve grande temporada e acumula sondagens de times da Europa, segundo revelou o site Fogo na Rede. O jogador marcou dez gols em 42 jogos e tem tudo para ser negociado antes do início da próxima temporada. Situação semelhante vive Gatito Fernández. Destaque do Botafogo e do Paraguai pode sair caso recebe boa proposta.

A situação mais complicada é a de Luiz Fernando. É que o Botafogo investiu R$ 3 milhões por 50% dos direitos econômicos do atleta em 2018. Em sua primeira temporada, o atacante demorou a engrenar, mas terminou o ano em alta. O problema é que ele não conseguiu repetir o bom desempenho nessa temporada. É mais um que pode ser vendido ou até mesmo envolvido em uma troca. O Atlético-MG demonstrou interesse no jogador durante conversas entre as diretorias.

Realizar contratações certeiras

Não será apenas de saídas o protagonismo do Botafogo no mercado da bola. Poucos atletas chegarão ao Alvinegro. Poucos e certeiros. Pelo menos é isso que a diretoria de transição tem dito. Dois nomes negociam. O primeiro é do volante Lucas Mineiro, indicação do técnico Alberto Valentim, com quem trabalhou no Vasco.

O segundo é Vinicius. O apoiador do Atlético-MG seria um dos líderes do projeto nesse primeiro momento. Porém, as negociações estão emperradas no alto valor pedido. O Botafogo deseja pagar algo na casa dos R$ 150 mil, mas a pedida do atacante é superior. Ainda há chance de haver um acordo.

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Pagar dívidas com elenco

Além de desfilar no mercado da bola, o Botafogo também terá que arranjar dinheiro para pagar salários de jogadores que atuaram em 2019. Está tudo acertado com o elenco até outubro. Novembro, que venceu no último dia 5, dezembro, 13º e férias são as dívidas do Alvinegro.

A diretoria de transição é formada por cardeais que sempre colocaram dinheiro do próprio bolso para sanar essas dívidas. Ainda não se sabe o que acontecerá nesse sentido, mas caberá a eles encontrar uma solução.

Fonte: UOL