O FOGÃONET traz mais um ponto importante para a discussão da possível anulação de Botafogo x Palmeiras por uso indevido do VAR na marcação do polêmico pênalti de Gabriel em Deyverson. Em relação ao argumento que o árbitro Paulo Roberto Alves Júnior (PR) não teria apitado o reinício do jogo em cobrança de falta de Gatito para Gabriel, apesar de claramente autorizar com gestos, o site reviu a partida inteira e constatou que houve outros lances de cartão amarelo que foram reiniciados sem apito.

RELEMBRE:
Arbitro alegará que não havia apitado reinício de jogo em Botafogo x Palmeiras
Botafogo pede anulação de jogo com Palmeiras por uso indevido do VAR. Veja lance!

As imagens da transmissão do Premiere são claras. Aos 37 minutos do primeiro tempo, João Paulo comete falta forte em Gustavo Gómez e recebe cartão amarelo. O árbitro autoriza o reinício da partida apenas com gestos, a exemplo do lance reclamado pelo Botafogo.

Compare o lance com o da saída de bola do Gatito: gesto parecido do árbitro.

Aos 40 minutos, Leo Valencia puxa Marcos Rocha e também é amarelado. Note que não há áudio de apito de recomeço de jogo.

A questão do recomeço sem apito se repete também em algumas substituições, o que também não seria permitido pela regra (fica a dica para Botafogo anexar na defesa). Ou seja, é comum para o árbitro Paulo Roberto Alves Júnior (PR).

Durante a semana, para minimizar a ação do Botafogo, comentaristas de arbitragem usaram o argumento que é necessário o uso do apito para o recomeço do jogo depois de uma interrupção para exibir cartão amarelo. A não utilização nos lances citados acima é mais um erro do árbitro. Se ele não apitou, o jogo então não teria recomeçado desde o cartão amarelo para João Paulo.

O Botafogo pediu a anulação da partida baseado na regra 5 da FIFA e o protocolo 8.12 do VAR, que determinam que a decisão do árbitro não pode ser alterada após o jogo ser reiniciado. Exatamente o que aconteceu em campo, pois a bola já estava rolando quando o árbitro voltou atrás, ouviu o VAR e marcou pênalti. Um erro de direito.

O STJD vai julgar a questão no dia 7 de junho e já ordenou à CBF a suspensão temporária do resultado do jogo até o julgamento.

Fonte: Redação FogãoNET