O Botafogo terá que esperar mais algumas semanas para ter julgado o ato trabalhista proposto pelo clube para parcelar as dívidas com jogadores e funcionários. Nesta quinta-feira, o Ministério Público do Trabalho do Rio (MPT-RJ) intercedeu junto ao Tribunal Regional do Trabalho do Rio (TRT-RJ) e adiou o julgamento da proposta que permitiria que o clube parcelasse o débito de cerca de R$ 100 milhões em 10 anos. A expectativa é que um novo julgamento só aconteça em 18 de setembro, data ainda não confirmada. A intervenção foi realizada para que o MPT-RJ possa analisar a questão.

– O processo irá ao Ministério Público para uma apreciação circunstanciada porque existem duas ações cíveis públicas ajuizadas em face do Botafogo, uma pelo Ministério Público e outra pelo sindicato da categoria, envolvendo o pagamento de direitos trabalhistas. Não há a preocupação apenas com os milhões de reais dos jogadores, mas de todos funcionários, que não conseguem receber. Há execuções menores que também não estão sendo pagas. Então, precisamos avaliar e nos manifestar – afirmou ao GLOBO a procuradora-geral do MPT-RJ, Teresa Cristina Basteiro. – A partir da chegada do processo na procuradoria, serão oito dias para (o MPT-RJ) se manifestar.

Esta era uma grande esperança do alvinegro para colocar as contas em dia. Até lá, o Botafogo precisará recorrer ao Sindicato dos Empregados de Clubes do Rio (Sindeclubes-RJ)para conseguir desbloquear as receitas e pagar os salários atrasados. Na semana passada, o clube já havia recorrido à instituição e conseguiu desbloquear R$ 2,5 milhões. Com a verba, foram pagos os salários em carteira de funcionários e de quase todos jogadores. Contudo, o valor ainda não foi suficiente para pagar os vencimentos de seis integrantes do elenco.

Para alívio do time, um grupo de torcedores se formou e prometeu pagar parte dos salários atrasados e os direitos de imagem. O Botafogo tinha um ato trabalhista desde 2003, com prazo de dez anos, encerrado no fim do ano passado. A proposta teve duas interrupções do TRT, quando o tribunal considerou que o clube descumpriu o acordo.

Fonte: O Globo Online