Sempre frio nas análises, o goleiro Gatito Fernández estava visivelmente contrariado após a derrota do Botafogo para o Palmeiras por 1 a 0 neste sábado, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. O motivo? A arbitragem de Paulo Roberto Alves Junior (PR), que marcou um pênalti com auxílio do VAR e distribuiu nada menos do que 11 cartões amarelos à equipe alvinegra.

Na zona mista, o goleiro lembrou que o mesmo árbitro prejudicou o Botafogo no Campeonato Brasileiro do ano passado, em jogo contra o Santos no Estádio Nilton Santos que terminou em 0 a 0. Na ocasião, Paulo Roberto anulou um gol legal de Renatinho. A CBF, então, colocou ele e o auxiliar Pedro Martinelli Christino na geladeira, e Gatito diz esperar uma nova punição.

– Fiquei feliz quando vi um estádio cheio, as torcidas misturadas, o Palmeiras com uma grande equipe, nosso time também jogando de igual para igual, mas aconteceu o que aconteceu. Espero que ele (árbitro) tenha a cabeça tranquila e que a CBF dê uma advertência para ele. Ano passado ele já ficou na geladeira no jogo contra o Santos lá no Engenhão e agora ela vai ter que tocar no assunto novamente – disse, ao site Globoesporte.com.

Gatito detalhou a sua visão do lance que determinou a vitória do Palmeiras: o pênalti de Gabriel em Deyverson. Após mostrar cartão amarelo para o centroavante alviverde por simulação, Paulo Roberto foi chamado pelo árbitro de vídeo Adriano Milczvski, reviu o lance no monitor em câmera lenta e assinalou a penalidade.

– Percebi que o Deyverson vem correndo buscando a bola e por isso fiquei parado, não faço nenhum movimento com as pernas, e é nesse lance que ele se joga, tanto que o juiz deu amarelo. Mas deu para ver que o juiz estava com uma intenção muito grande de influenciar o jogo, já pelos cartões, estava ameaçando desde o primeiro tempo. Aproveitou essa oportunidade para dar o pênalti para o Palmeiras – relatou.

Sobre a atuação do Botafogo, Gatito frisou que a equipe sai de cabeça erguida pelo futebol apresentado diante do líder do Campeonato Brasileiro, mas voltou a tocar no assunto arbitragem. Segundo ele, Paulo Roberto Alves Junior não teve “dignidade”:

– Saímos com uma dignidade e um orgulho muito altos, vemos fazendo um bom campeonato. O que o juiz fez hoje (sábado) a gente deixa para trás. Temos que continuar focando no nosso trabalho. Não é por causa dessa derrota, que foi bastante influenciada pelo juiz, que vamos esquecer o que vemos fazendo. É trabalhar, continuar, com muita dignidade e orgulho, coisa que o juiz não teve. Não vamos deixar que o que o juiz fez hoje afete nosso trabalho.

Fonte: Redação FogãoNET