Jorge Wagner foi contratado para assumir a função de Seedorf, que inicialmente ficaria no Botafogo até junho. Porém, o holandês encerrou sua carreira e virou técnico do Milan, o que deixou o recém-contratado com uma importância para o elenco ainda maior. Ele herdou a camisa 10 utilizada pelo ex-jogador e já deu conta do recado logo em sua estreia: marcou o primeiro gol da vitória por 2 a 1, sobre o Madureira, na última quinta, em São Januário, pelo Carioca.

A camisa 10 e a idade avançada, porém, não são as únicas semelhanças entre Jorge Wagner (34) e Seedorf (37). Ambos marcaram pela primeira vez com uma de suas especialidades: a cobrança de falta. A única diferença é que o baiano balançou as redes em sua estreia, enquanto que o holandês marcou no quarto confronto.

Apesar de ter sido apenas o primeiro jogo, o desempenho de Jorge Wagner deixou claro a sua importância para o esquema tático do técnico Eduardo Hungaro. O treinador diz que o novo camisa 10 poderá substituir tecnicamente Seedorf, embora com características diferentes em relação à personalidade de cada atleta.

“O Jorge é um jogador que tem essa característica de liderança dentro de campo. Com ele em campo, a bola sempre passa por ele. É muito inteligente buscou o tempo todo um espaço para poder dar seu melhor. Pode sim substituir o Seedorf, que era mais comandante, orientava o tempo todo, enquanto que o Jorge é mais calado. Tecnicamente será tão importante quanto o Seedorf. Mas sob esse aspecto não será problema, pois temos vários atletas no elenco que podem assumir isso, como Bolívar, Jefferson, Marcelo Mattos…”, afirmou o treinador.

E Eduardo Hungaro não poderia dar maior prova do quanto gostou da atuação de Jorge Wagner. Ele diz que o jogador é fundamental para equipe e que quer o apoiador em campo durante os 90min diante do Deportivo Quito, no Equador, dia 29, na estreia do Botafogo na Libertadores. O treinador admite ter até corrido algum risco nesta quinta para dar uma melhor preparo para o camisa 10.

“Jorge teve excelente atuação. Cansou na altura dos 30min do segundo tempo. Foi uma ótima preparação para Quito. Não imagino o Botafogo em Quito sem o Jorge durante os 90min. Há momentos que o treinador opta pela superação física para dar maior condicionamento ao atleta. Corremos esse risco hoje, mas consciente. Deveria ter tirado antes, mas precisava que ele completasse os 90min. Assim, ele tem mais chance de suportar o jogo inteiro em Quito”, finalizou.

Antes de encarar o Deportivo Quito pela Libertadores, o Botafogo terá mais uma partida pelo Campeonato Carioca. Neste domingo, o Alvinegro medirá forças com a Cabofriense, no estádio Moacyrzão, em Macaé. O técnico Eduardo Hungaro utilizará mais uma vez a equipe reserva, preservando os titulares para o torneio continental.

Fonte: UOL