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MAURICIO ASSUMPÇÃO CRITICA JEFFERSON: ‘ESTOU CHATEADO COM ELE’

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A 80 dias do fim de seu segundo mandato, o presidente do Botafogo, Mauricio Assumpção, faz um balanço da gestão e, estressado, já fala em tom de despedida:

– Não volto nunca mais.

As recentes críticas do goleiro Jefferson à diretoria aborreceram Mauricio, que revela sua decepção e cobra reconhecimento.

Depois de dois mandatos, voltará um dia à presidência?

No dia 25 de novembro, teremos as eleições, e o novo presidente assumirá imediatamente após o resultado das urnas. Não volto nunca mais. Não participo da vida política do Botafogo nunca mais. Se quiser, você pode registrar isso em cartório. E você não vai me ver dando entrevista, falando o que faria.

Em recente entrevista ao Jornal O Globo, o ex-presidente Montenegro criticou sua gestão…

A política está na veia dele. Na minha, não. Tenho respeito e carinho por ele.

Fica constrangido com a ajuda financeira de alvinegros endinheirados?

Como presidente, sim. Mas, como torcedor, fico feliz por haver saída. Sugeri uma contrapartida, eles recusaram.

Que contrapartida?

Parcelamento de futuras receitas, percentual de passe dos jogadores da base…

O Seedorf aumentou a dívida do Botafogo?

Ele valeu cada centavo. Fez com que eu passasse de 5 mil sócios-torcedores para 12 mil. Hoje, estamos em 9,5 mil. Seedorf fazia parte de uma estratégia de despertar o sentimento da torcida. Os jogadores da base precisavam de um espelho. Foi a contratação mais importante dos últimos anos.

Que legado sua administração deixará?

O grande investimento dos últimos anos foi na base. Vitinho e Dória renderam 10 milhões de euros.

A venda do Dória foi um mal necessário?

Não foi um mal. Se a gente fosse um clube com boa saúde financeira, talvez ele não fosse agora, mas chegaria uma hora em que não teríamos como segurar.

Como está a relação com o Jefferson?

Não é que não sejam verdadeiras, mas as últimas declarações do Jefferson me deixaram muito chateado. Ele disse (em entrevista) que não há perspectiva no clube e que em novembro tudo vai melhorar com a nova diretoria. Ele esquece que, quando voltou da Turquia, no fim de 2009, foi essa diretoria que o trouxe. Foi essa diretoria que lhe deu oportunidade de ser duas vezes campeão carioca e que montou um time que o levou a Libertadores. Essa diretoria reajustou o salário dele duas vezes antes do fim do seu contrato, que é de padrão europeu. Sabe por que ele não foi para o Benfica? Por que o Benfica ofereceu menos. Essa diretoria criou uma linha de produtos com seu nome, coisa que nem o Seedorf teve.

Acha que ele não tem o direito de ficar aborrecido com o atraso dos salários?

Estou devendo, nunca disse que não estava. Mas, e o que a gente fez por ele? Esqueceu tudo? Vai dizer que a solução virá em novembro? O tom dele foi acima do necessário.

Tomará alguma providência contra ele?

Não. Mas fiquei chateado. Poderia ter levado em consideração tudo o que a diretoria fez por ele. Ele sabe por que não vou mais aos treinos.

Por que não vai?

Porque depois da Libertadores falei que não aceitaria mais as greves. Aí, eles se recusaram a viajar para o amistoso contra o Botafogo-PB. Dei carta branca ao Gottardo e parei de ir. Até hoje os paraibanos me cobram a devolução de R$ 150 mil. Não é grande coisa, mas é dinheiro.

Arrepende-se de ter dado comissão a seu pai e irmão pelo patrocínio com a Guaraviton?

Se eu achasse que não deveria ter feito, não teria feito. Isso passou pelo departamento de marketing e o comitê comercial jurídico. Hoje, com o Grupo Viton e a TelexFree, o Botafogo fatura na camisa R$ 28 milhões, valor próximo ao do Corinthians, que tem a Caixa Econômica. Sem o Guaraviton, esse valor se reduziria a R$ 5 milhões.

Mas não acha que a intermediação da família fere a ética?

É antiético meu pai e meu irmão fazerem um negócio bom para o clube? O Alexandre Brito (ex-vice de esportes gerais) trouxe um contrato do Oriente Médio através do primo. O Mantuano (ex-presidente do conselho fiscal) também trouxe o primo, que iria ganhar comissão num contrato de telefonia. O Marcelo Guimarães (ex-vice de marketing) sugeriu que sua empresa fizesse a intermediação pra que eu não botasse meu irmão e meu pai. Meu pai faleceu no ano passado com o Botafogo devendo dinheiro a ele.

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