O ídolo do Botafogo e da seleção brasileira Nilton Santos não resistiu a uma insuficiência respiratória e faleceu na tarde desta quarta-feira em um hospital do Rio de Janeiro. O ex-jogador, que tinha 88 anos, sofria de Mal de Alzheimer e vivia há cinco anos em um clínica especializada na doença na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro.

Durante toda a sua carreira como jogador, Nilton Santos só defendeu três camisas: a da seleção brasileira, do Botafogo e a da seleção carioca. Pela equipe carioca, o jogador participou ao lado de Garrincha de uma geração gloriosa nos anos 60 que rivalizou com o Santos de Pelé pelo posto de melhor equipe do Brasil no período.

Com a camisa alvinegra, Nilton Santos atuou por 718 partidas, sendo o jogador que mais entrou em campo pelo Glorioso. Considerado o maior lateral-esquerod de todos os tempos, Nilton é considerado o atleta que reinventou a posição, já que é tido por muitos com o primeiro a consiliar defesa e ataque com a mesma eficiência.

Com a camisa da seleção brasileira, o atleta viveu grandes momentos. Nilton Santos esteve presente na Copa de 1950, no banco de reservas, quando o Brasil perdeu para o Uruguai, no Maracanã, e deu a volta por cima como titular no bicampeonato de 1958 e 1962, nesses atuando como titular absoluto da posição. Além disso, o jogador também participou do Mundial de 1954, na Suíça.

Além de bicampeão do mundo, Nilton Santos venceu com a seleção brasileira um Campeonato Sul-americano em 1949 e o torneio Panamericano, entre outras conquistas menores. Pelo Botafogo, o lateral venceu quatro Cariocas, além de dois torneios Rio-São Paulo.

Fonte: O Dia Online