Em situação financeira delicada, mais ainda após a paralisação devido à pandemia do novo coronavírus, o Botafogo tomou medidas internas para combater a crise. A primeira foi demitir cerca de 45 funcionários na última segunda-feira. O presidente Nelson Mufarrej explicou a medida, em entrevista ao site “Globoesporte.com“.

– Seria muito conveniente da minha parte empurrar para o clube-empresa ou para o sucessor, já que estou na reta final do mandato. Por responsabilidade como gestor do clube, infelizmente certas medidas precisam ser enfrentadas. A folha salarial dos funcionários já era elevada por acúmulo de diversas gestões. Estava em um patamar de valores de incompatibilidade financeira. A otimização desse quadro era um projeto em desenvolvimento pelo RH há meses e se tornou inadiável com os efeitos perversos da pandemia. Reunimos os gestores das áreas, vice-presidentes e cargos de gerência, que realizaram um estudo técnico criterioso que culminou na saída de profissionais de diversas faixas salariais – afirmou Mufarrej.

Máscaras do FogãoNET para torcedores do FogãoNET durante a quarentena da pandemia do novo coronavírus (COVID-19)

O próximo passo será a suspensão de contratos de trabalho e redução de jornadas, com base na Medida Provisória 936.

– Temos muitos profissionais cuja continuidade é de nosso pleno interesse, mas que por diversas razões a produtividade está comprometida em razão dos efeitos da pandemia, com fechamentos das sedes e interrupção de diversas atividades. Por isso a MP é importante e vamos utilizar o mecanismo da suspensão de contratos, mantendo empregos – comentou.

Outra medida estudada é a redução de salários dos jogadores. O Botafogo manteve os valores em maio, mas vai reavaliar periodicamente a decisão.

– O Comitê Executivo de Futebol tem se reunido frequentemente e esse é um assunto de especial atenção. Temos uma relação muito franca com os atletas e eles têm a noção do descomunal esforço que estamos fazendo ao não reduzir os salários pelo menos até maio. Esse assunto foi abordado pelo vice-presidente de futebol Marco Agostini na reapresentação virtual de segunda-feira. Não temos como precisar até quando vai perdurar essa paralisação, portanto a nossa linha de trabalho é de constante reavaliação sobre essa questão de redução. É um gesto de enorme confiança e eles sabem disso. Pelo menos até maio, sem alterações – garantiu.

Fonte: Globoesporte.com