Presente em mais de 50 países, a empresa TagPoint, de Porto Alegre, fechou uma parceria com o Botafogo, do Rio de Janeiro. Além de estampar a marca no uniforme e em placas de publicidade, a empresa promete transformar o estádio Nilton Santos na primeira arena inteligente do mundo, afirma o CEO Vitor Loreto, 45 anos.

A TagPoint trabalha com o conceito de Internet das Coisas – a ideia de conectar objetos do cotidiano à rede. Eles desenvolveram um beacon (dispositivo que envia informações por bluetooth) e uma plataforma web para criar e gerenciar esse conteúdo. Os dados são enviados via smartphone ou tablet para quem estiver dentro do raio de alcance do bluetooth. Para receber as notificações, é necessário instalar o aplicativo da TagPoint.

Na parceria, a empresa vai instalar 50 beacons no estádio e no centro de treinamento do Botafogo. “Eles vão facilitar a comunicação com a imprensa, que poderá receber informações pelo app. Também vão melhorar a acessibilidade, pois cegos, por exemplo, poderão receber mensagens de áudio informando sobre obstáculos e orientando o caminho”, explica Loreto.

A meta da TagPoint é chegar a 1 milhão de usuários até março. Atualmente, o aplicativo contabiliza cerca de 20 mil downloads. Até agora, há mais de 4 mil pontos equipados com beacons.

Como funciona
A TagPoint se baseia em quatro pontos: o dispositivo bluetooth (beacon), o aplicativo gratuito, o painel administrativo e a rede de usuários.

Primeiro, o administrador cria um conteúdo por meio do painel, uma plataforma acessada via internet. Esse conteúdo pode ser um anúncio de um produto oferecido em sua loja ou uma promoção.

Depois, o beacon recebe os conteúdos gerados e os encaminha, via bluetooth, para usuários do aplicativo que se aproximam do raio de alcance do dispositivo. Os usuários podem configurar o tipo de informação que desejam receber. É uma maneira de entregar conteúdo sem que o usuário tenha de fazer uma busca por ele.

As aplicações para o sistema são as mais diversas. Além do comércio, a TagPoint pode ser usada em museus, pontos turísticos, universidades, restaurantes, transporte público, paradas de ônibus, zoológicos, etc. “Há vários varejistas usando, mas o comércio não é um foco. A TagPoint tem um foco difuso”, diz Loreto.
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Fonte: G1