Por Oswaldo, elenco prometeu título e vaga na Libertadores

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 O técnico Oswaldo de Oliveira chegou ao Botafogo em janeiro de 2012 e teve sua imagem desgastada junto à torcida após iniciar uma queda de braço com Loco Abreu, um dos principais jogadores do elenco na oportunidade. O uruguaio não aceitou o banco de reservas, pediu para sair e deixou o desafeto em situação delicada no Alvinegro. O treinador era vaiado a cada partida e precisou de paciência para dar a volta por cima.

Oswaldo de Oliveira completou 100 jogos pelo clube no empate com o Flamengo, no último domingo, e as vaias das arquibancadas já não são mais algo comum. Além de muita paciência, o técnico contou também com a chegada de Seedorf, que rapidamente se tornou ídolo dos torcedores. O holandês se tornou seu fiel escudeiro e desempenhou papel importante na volta por cima dada pelo comandante.

A boa relação com o novo reforço ficou evidente logo nos primeiros dias, mas a proximidade surpreendeu quando o holandês aproveitou uma coletiva de imprensa para sair em defesa de Oswaldo. “É um dos melhores treinadores que já tive e merece mais respeito por parte da torcida”, disse na oportunidade.

Desde então, a amizade se solidificou e virou fato comum ver os dois conversando antes ou depois dos treinamentos com largos sorrisos nos rostos. O laço ficou ainda mais intenso com a chegada dos bons resultados. Após a premiação do Campeonato Carioca deste ano, em um hotel na Barra da Tijuca, Seedorf e Oswaldo deixaram o local no carro do treinador – antes, as respectivas esposas já haviam ido embora no carro de Luviana, mulher do holandês.

“Tenho tido uma troca de experiência fantástica, tenho aprendido com ele. A gente tem uma relação muito aberta. Isso me deixa muito feliz. É uma amizade que tenho certeza que será para a vida. Ele é muito inteligente, uma pessoa espetacular. Sem entrar no mérito do futebol, que também é muito safo”, afirmou o treinador após o título do Carioca.

Um dos capítulos que fortaleceu a amizade ocorreu no fim de 2012. O Botafogo queria manter Oswaldo, mas a pressão da torcida estava insuportável. Seedorf convocou os líderes do elenco e exigiu a permanência do treinador para a temporada seguinte. O presidente Maurício Assumpção aceitou a reinvindicação dos atletas, mas cobrou resultados e um pacto foi firmado.

O título do Carioca foi apenas parte do que o grupo de jogadores prometeu à diretoria. O principal objetivo não chega a ser novidade: disputar novamente a Libertadores após 18 anos – última ocorreu em 1996. A competição internacional é o sonho de consumo do Botafogo desde que Assumpção assumiu a presidência do clube, em 2009.

Fonte: UOL

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