As turbulências da saída de Vitinho para o CSKA, da Rússia, ainda são sentidas no Botafogo. O presidente alvinegro, Maurício Assumpção, não esconde a insatisfação com a empresa que agencia o atleta, a Traffic. O dirigente critica a forma como o atacante deixou o clube, e a culpa  pela maneira como aconteceu a negociação. O aborrecimento que a situação proporcionou foi tão grande que há uma determinação para os atletas não firmarem acordo com a empresa. O atual elenco tem alguns jogadores agenciados pela Traffic, como Sassá e Cidinho, além de Daniel, do juvenil, que precisariam adotar a nova filosofia. 

– Eu não quero ver pintada na minha frente, de qualquer cor que seja, a empresa que cuida e representa o Vitinho. Ele foi tirado da concentração sem a autorização do Botafogo, viajou para fazer os exames sem autorização. Eles são covardes, não são sérios, e no Botafogo não entram mais. Os jogadores que tinham contrato com a empresa foram avisados que se persistirem com o contrato não ficam no Botafogo. Tem uns três ou quatro – disse Maurício Assumpção em entrevista à Rádio Globo.

Tudo começou com a negociação que envolveu altos valores. O CSKA se dispôs a pagar os R$ 32,5 milhões estipulados na multa rescisória (de 10 milhões de euros) e levou a promessa nos últimos dias da janela de transferências da Europa, no fim de agosto. A saída gerou revolta de parte da torcida e críticas de dirigentes alvinegros. Na época, o diretor executivo da Traffic, Fernando Gonçalves, se defendeu com o argumento de que a decisão final foi do jogador.

Vitinho também tentou explicar a negociação repentina. Ele alegou que não saiu “como culpado ou por dinheiro”, mas por metas pessoas e chegou a citar o risco de ter uma lesão que o impedisse de ter uma nova proposta astronômica como a dos russos. O jovem jogador lembrou ainda de um pedido de aumento negado pela diretoria.

Fonte: Globoesporte.com e Rádio Globo