Insatisfeitos com o atraso no pagamento de salários, funcionários do Botafogo cogitam fazer uma greve geral como forma de manifestarem o descontentamento com a situação enfrentada dentro do clube.

Recentemente, jogadores do time profissional chegaram até mesmo a fazer uma ‘lei do silêncio’, em protesto à falta de pagamentos. A situação no departamento de futebol foi resolvida parcialmente nos últimos dias, com os vencimentos de junho, referentes à CLT, sendo pagos para a maior parte do elenco – os direitos de imagem seguem em aberto. Outros funcionários do clube, entretanto, já estão próximos de completarem dois meses sem salários.

“Eles colocaram o salário dos jogadores em dia, e de alguns funcionários que estão relacionados ao futebol. O restante está caminhando para o segundo mês sem salário”, revelou à Goal Brasil uma pessoa que trabalha dentro do clube – e pediu sigilo em relação à sua identificação.

Como se não fosse o bastante, o atraso por si só dos salários não é o único motivo de revolta: “se fosse o primeiro mês em atraso, ok, mas desde julho do ano passado (2018) que está assim. Paga um, não paga outro. Paga metade esse mês, metade no outro”, disse.

Mesmo com salários atrasados, os funcionários têm os pagamentos descontados caso se atrasarem, por exemplo, por 15 minutos. Condições insalubres em alguns setores da sede de General Severiano também entraram na reclamação. A maior delas, contudo, está na falta de explicação do clube para o atraso.

“A prioridade é sempre os jogadores, que ganham bem mais que a gente. E o clube só funciona graças a gente. E ele continua funcionando mesmo sem pagamentos”, finalizou a pessoa.

Em contato com a Goal, o Botafogo limitou-se a dizer o seguinte: “O Clube está envidando todos os esforços para regularizar as pendências financeiras com os funcionários”.

Fonte: Goal.com