Usamos cookies para anúncios e para melhorar sua experiência. Ao continuar no site você concorda com a Política de Privacidade.

Roger vê passagem pelo Botafogo como especial: ‘Time era uma máquina. Me arrependo da forma como saí’

0 comentários

Por FogãoNET

Compartilhe

Roger se arrepende da forma que saiu do Botafogo
Vítor Silva/Botafogo

Hoje com 35 anos, Roger está de volta à Ponte Preta. Mas, entre passagens por diversos clubes do Brasil, como São Paulo, Palmeiras, Corinthians, Athletico-PR, Internacional, Fluminense e Sport, entre outros, tem cadeira cativa entre as melhores recordações do atacante o ano de 2017 no Botafogo.

Roger considera que o Botafogo foi um clube especial na carreira e revela arrependimento por ter saído no fim de 2017.

Mochilas, bolsas e carteiras da coleção FogãoNET da Estilo Piti

O Botafogo foi o clube grande em que consegui me firmar. Não tenho vergonha de falar isso, me esforcei em todos os outros, mas foi no Botafogo que joguei, fui peça importante, o time era muito legal. Foi o último time que eu amava estar com aqueles caras. Com Bruno Silva, João Paulo, Carli, Rodrigo Lindoso, Victor Luis, Luis Ricardo, Marcinho, Igor Rabello, Camilo, Pimpão, Guilherme… O time era uma máquina.

– A Ponte é o time que mais atuei, mas no Botafogo me arrependo da forma que saí. Poderia ter deixado o lado pessoal, as palavras que foram ditas por um ou dois diretores eu generalizei. Poderia ter saído com respeito. O jogador no Brasil sempre sai errado, nunca é o clube, mas eu poderia ter saído com mais respeito. O torcedor tratava minha filha com muito carinho. Poucas vezes me arrependo, mas no Botafogo sim. Fui para um contrato muito melhor para o Internacional, quase duas vezes mais, fui ganhar dinheiro. Futebol é isso. Mas fui feliz no Botafogo, com Jair Ventura como comandante – afirmou Roger em entrevista ao Canal do Jorge Nicola.

Mochilas, bolsas e carteiras da coleção FogãoNET da Estilo Piti

A polêmica do pagamento da cirurgia

A saída do Botafogo teve como estopim um episódio durante cirurgia de Roger para retirada de um tumor no rim. Na época, clube e jogador divergiram sobre quem deveria pagar os custos da operação.

– Quando fiquei doente, viemos do jogo com o Coritiba que ganhamos por 2 a 1, um gol meu e outro do Guilherme. Cheguei no Rio sentindo dor, conversei com o médico e veio a bomba. Como conduzir isso? Conversei com médicos, conheci o Dr. Raphael (Rocha), referência no Brasil, falei que o Botafogo ia pagar. De noite recebi uma ligação dizendo que era uma doença que eu contraí, que não tinha nada a ver com campo e bola e que o Botafogo não ia arcar.

– Hoje eu ia chamar ele (o dirigente do Botafogo) de babaca, idiota, ia falar “vou pagar e tudo bem, é minha vida. Você que é um bobo”. Mas na época fiquei muito triste. Até porque teve jogos que o Jair (Ventura) queria poupar e eu não deixava, porque o Sassá tinha saído e estávamos sem outro 9, improvisava Rodrigo Pimpão ou Guilherme. Eu jogava cansado. Isso me magoou muito. E você sai como ruim. A cirurgia foi R$ 30 mil, o que era isso para o Botafogo? Eu brigava pela artilharia no Campeonato Brasileiro, fomos para quartas na Libertadores e semifinal da Copa do Brasil. Acho que faltou carinho e respeito. Não tenho mágoas, deixei amigos, falo com roupeiros até hoje. É isso que vale, a verdade fica no amor – declarou o atacante.

Melhor atuação da carreira

Roger elegeu uma partida nos tempos de Botafogo como o melhor jogo da sua vida.

– Foi Botafogo e Atlético-MG, na Copa do Brasil. Foi 3 a 0 para nós. Eu joguei muito, dei caneta. Tiramos o Atlético com requintes de crueldade no Engenhão, atropelamos. Foi o meu melhor jogo, estava iluminado, fiz um gol de cabeça, o estádio estava lotado. Esse jogo me marca muito, foi muito legal – contou.

Após sair do Botafogo, Roger não deu certo no Internacional e no Corinthians. Ele contou os motivos.

– Acho que queimei etapas. Hoje tenho certeza. Vinha de cirurgia superagressiva, retirada de tumor. Jogava no Botafogo com 86 quilos, me reapresentei com 73. Sabia que o retorno para 2018 era difícil, perdi massa muscular, o corpo demora a reagir e tem problemas físicos. No futebol brasileiro você não tempo. Fui para o Inter, achei que podia jogar, fazer gol, ganhar confiança, não aconteceu. No Corinthians, com todo respeito, foi o time mais inferior dos últimos 15 anos. Tinha muito jogador bom, mas era de menos qualidade, menos talentoso e com mais problemas. O 9 pega muito nisso, às vezes precisa de uma bola para fazer o gol, não chegava tanto. Fui muito feliz no Inter, casa maravilhosa, e realizei um sonho de criança no Corinthians. Pequei por não ter me dado um tempo, deveria ter pedido aos clubes, para me recondicionar – completou.

Veja o vídeo da entrevista de Roger ao jornalista Jorge Nicola:

Fonte: Redação FogãoNET e Canal do Jorge Nicola

Notícias relacionadas
Comentários