Sidinei Loureiro não é mais o gerente técnico do Botafogo. Ele entregou o cargo após uma reunião com o presidente Maurício Assumpção neste sábado, em General Severiano. A mudança é apenas uma das que deverão ocorrer nesta segunda-feira, quando o clube se pronunciará oficialmente.

Mas o destino de outro cartola deverá ser igual ao de Sidinei Loureiro. O vice de futebol Chico Fonseca é considerado carta fora do baralho, embora a decisão ainda não tenha sido efetivada até o momento. Ele se envolveu em algumas polêmicas após declarações que não repercutiram bem entre os jogadores.

A mudança não foi uma exigência dos atletas, que tem bastante força nos bastidores – se recusaram a viajar a Paraíba e enfrentar o Botafogo-PB, por exemplo. Porém, o clima entre elenco e alguns membros da diretoria era insuportável.

O grupo já não acreditava mais na palavra de seus superiores, que não cumpriam promessas com relação aos salário atrasados, o que ocorre frequentemente desde a temporada passada. O clima foi ficando cada vez mais pesado e havia uma grande esperança por parte dos atletas de que as coisas melhorariam durante o recesso para a Copa do Mundo.

Mas não foi o que aconteceu. Os salários continuam com dois meses de atraso na carteira e em cinco nos direitos de imagens – poucos atletas recebem dessa forma. Dessa forma, a diretoria passará por uma reformulação, que deverá ser anunciada nesta segunda.

Sidinei Loureiro entrou no Botafogo em 2009, junto com o presidente Maurício Assumpção. Ele fez parte da reformulação feita nas categorias de base, responsável pela revelação de atletas como Vitinho e Dória, por exemplo. Em 2012, assumiu a função que era exercida por Anderson Barros, também muito contestado pela torcida.

Fonte: UOL