No início desta temporada, a estratégia do Botafogo foi contratar aos montes. Para reformular o elenco após a disputa da Série B, investiu mais em quantidade do que qualidade. Agora, o plano é bem diferente. Com a vaga na Libertadores cada vez mais próxima, o Alvinegro procura reforços pontuais.

A contratação do atacante Roger, de 31 anos, que estava na Ponte Preta, é um indicativo de que a diretoria busca atletas experientes. A opção se justifica pela pouca bagagem que o atual plantel tem na Libertadores. O goleiro Jefferson, o volante Airton, os meias Salgueiro e Lizio, além do atacante Canales, são os únicos que já disputaram o torneio. Mas os três últimos não agradaram e deverão deixar o clube.

Apesar de já ter contratado Roger, o Alvinegro procura outro homem de área. Hernán Barcos, que pertence ao Sporting, de Portugal, e está emprestado ao Vélez Sarsfield, da Argentina, despertou interesse. Mas a primeira proposta feita pelo Botafogo não foi bem recebida por seus empresários.

— Precisamos de três ou quatro jogadores com experiência em torneios internacionais. Temos uma equipe de análise que nos passa informações — explica o vice de futebol, Cacá Azeredo.

O clube também quer um volante e um atacante de lado. Marinho, destaque do Vitória, foi sondado, mas tem multa superior a R$ 17 milhões e diversos pretendentes. Já o meia João Paulo, do Santa Cruz, é um alvo mais possível. O Alvinegro já iniciou as negociações.

Estrangeiro, só craque

Uma coisa é certa na montagem do elenco para o ano que vem: o Botafogo não apostará mais em nomes desconhecidos no mercado sul-americano. A estratégia se provou equivocada.

— Não funcionou. É lógico que, se aparecer um craque, podemos contratá-lo. Mas mudamos de foco — reconhece Cacá Azeredo, que monitora destaques das séries A e B do Brasileiro.

Entre os estrangeiros contratados este ano, só o zagueiro Joel Carli deu certo. Apesar de conviver com algumas lesões, é titular. Já Lizio, Salgueiro e Canales, que tiveram chances com Ricardo Gomes, não estão nos planos de Jair Ventura. O mesmo vale para Gervasio Núñez, que ainda ganha oportunidades esporádicas na equipe.

Com um orçamento mais folgado — mas ainda sem permitir exageros —, o Botafogo precisará ser certeiro em sua provável aventura pela América.

Fonte: Extra Online