Cinco razões da queda: jejum, Seedorf, passes, lesões e azar

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Setembro terminou bem diferente de como começou para Fluminense e Botafogo. Enquanto o Tricolor permaneceu invicto nos sete jogos do mês, conquistando quatro vitórias e subindo para oitavo lugar do Campeonato Brasileiro, o Alvinegro não sabe o que é vencer desde o dia 15, já acumula três derrotas e um empate desde então e ainda viu o líder Cruzeiro abrir 11 pontos na briga pelo título. O GLOBOESPORTE.COM levantou os cinco motivos que contribuíram para a ascensão e a queda de rendimento de cada uma das equipes, que se enfrentam na noite desta quarta-feira, às 21h (de Brasília), no Maracanã.

Header Fluminense (Foto: Infoesporte)

CAVALIERI RECUPERA BOA FASE

Um dos principais nomes da campanha do título brasileiro do ano passado, Diego Cavalieri viu sua regularidade se transformar em oscilação nesta temporada. O goleiro passou a conviver com falhas e foi muito criticado pelos torcedores depois da eliminação do Flu na Libertadores. Mas a fase negativa já ficou para trás. Nos sete jogos de invencibilidade da equipe, o camisa 12 foi decisivo em todos e fez grandes defesas garantindo bons resultados para o Tricolor.

SOBIS COMO REFERÊNCIA

A saída de Fred, que sofreu um estiramento no músculo reto anterior da coxa direita, foi muito lamentada por todos no Fluminense. Mas acabou trazendo uma novidade para o time. Em vez de escalar seu substituto imediato, Samuel, Luxemburgo centralizou Rafael Sobis e colocou um atacante veloz pelas pontas. O rendimento do camisa 23 cresceu e ele é o artilheiro do time no Brasileiro, com oito gols, e na temporada, com 15. Além disso, é o maior finalizador da competição nacional, com 81 conclusões.

RAFINHA E BIRO BIRO, AS NOVAS APOSTAS

Com problemas de lesão, suspensão e desfalques por convocação para a seleção brasileira, Luxemburgo teve de realizar uma série de testes com garotos da base. Em meio às tentativas, dois se firmaram de vez: Rafinha e Biro Biro. O primeiro se tornou uma surpresa ao mesclar as funções de volante e ponta direita: ajudou na marcação e ainda apareceu no ataque em jogadas de gol. Já o atacante, apesar do início irregular, virou decisivo nas últimas partidas: balançou a rede contra o Bahia e deu assistências para Gum e Rafael Sobis.

A VOLTA DO ‘TIME DE GUERREIROS’

A garra da eqiupe, que fez a torcida criar o grito “time de guerreiros” na fuga contra o rebaixamento em 2009, está de volta. Nas entrevistas, o discurso de determinação se repete, e nos jogos, o Fluminense mostrou que não desiste: as três últimas vitórias, diante de Portuguesa, Criciúma e Goiás, foram de virada. Com isso, voltou a ganhar apoio dos torcedores que estavam desacreditados.

CONTRA-ATAQUES LONGE DO RIO

O esquema com três volantes e jogadores de velocidade pelas pontas ganha uma responsabilidade a mais nos jogos longe do Rio de Janeiro: explorar o contra-ataque. Das quatro partidas fora de casa da sequência tricolor em setembro, o time teve contra-golpes decisivos em três: duas das jogadas terminaram em gol, diante do Atlético-MG e do Goiás; no outro Rhayner teve uma chance clara cara a cara com o goleiro do Atlético-PR, mas desperdiçou.

Header Botafogo (Foto: Infoesporte)

 

JEJUM DOS ARTILHEIROS

Seedorf, Lodeiro e Rafael Marques, artilheiros do Botafogo na temporada, convivem com a má pontaria e enfrentam um amargo jejum. O holandês e o uruguaio não marcam há dez e nove jogos, respectivamente, e vivem seus piores momentos no clube. Por sua vez, o atacante, que já ficou 20 partidas sem balançar a rede quando chegou ao time de General Severiano, não faz um gol há seis partidas. Nos quatro tropeços em sequência do Alvinegro, o trio desperdiçou boas chances de marcar.

SEEDORF EM BAIXA

Craque do time aos 37 anos, Seedorf vem sofrendo com dores no joelho e apresentando sinais de desgaste. Além de não balançar a rede desde o dia 15 de agosto, o holandês também tem sido mais discreto desde que desperdiçou um pênalti na derrota para o Cruzeiro, no Mineirão. Para fugir da marcação, o camisa 10 alvinegro adotou até um novo posicionamento em campo, jogando mais recuado, como um volante, e saindo com a bola dominada. A tática deu certo contra o Flamengo, mas sua ausência nas pontas diminuiu a movimentação dos meias e deixou o time mais previsível no ataque.

MUITOS PASSES ERRADOS

Geralmente com mais posse de bola do que os adversários, o Botafogo vem falhando no fundamento nas últimas partidas: foram 175 erros em quatro jogos (44 contra o Cruzeiro, 36 contra o Flamengo, 37 contra o Bahia e 58 contra a Ponte Preta). Muitos destes deixaram os adversários cara a cara com Jefferson ou em boas condições para finalizar. E até o craque Seedorf não escapa da fase. O holandês é um dos que mais tem pecado nos passes: nos quatro jogos da sequência negativa alvinegra, ele falhou 23 vezes no fundamento.

MARATONA E LESÕES

Desde a rodada do dia 28 de julho, o Botafogo encara uma série de dois jogos por semana, sem intervalo para treinamento. O cansaço bateu, e a equipe começou a sentir o ritmo nas últimas partidas. E também aparecerem as lesões. Gilberto e Gabriel se recuperaram de problemas musculares recentemente, já Renato e Elias se lesionaram contra Cruzeiro e Bahia, respectivamente, e vem desfalcando a equipe desde então.

FATOR SORTE

Se a superstição costuma contar muito para os botafoguenses, ultimamente os chutes desviados no meio do caminho não têm tomado a direção dos gols. Pelo contrário, a sorte parece desfalcar o time nos últimos jogos. Contra o Cruzeiro, Seedorf teve a bola na marca do pênalti para empatar o jogo, deslocou o goleiro na cobrança, mas a bola raspou a trave. Na situação inversa, Jefferson acertou o canto na penalidade cobrada por Julio Baptista, chegou na bola, mas viu ela passar por debaixo de suas mãos. Na derrota para a Ponte Preta no Maracanã, Henrique teve tudo para também igualar o placar, mas seu chute parou debaixo do goleiro Roberto e não entrou. A fase não anda muito boa pelos lados de General Severiano.



Fonte: Globoesporte.com
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