G7, 2017, 47 pontos, sete vitórias no returno e número da camisa de jogadores históricos como Garrincha, Jairzinho e Túlio Maravilha. O número parece conspirar a favor do Botafogo atual, que tem pelo menos sete boas razões para focar no restante do Campeonato Brasileiro, além, é claro, da vaga na Libertadores.

Se terminar a segunda metade da competição em primeiro, o Alvinegro provavelmente atinge mais dois objetivos: ser o melhor time carioca na tabela, algo que o Botafogo só conseguiu uma vez na era dos pontos corridos, em 2013, quando foi o quarto, com 61 pontos. Essa pontuação também é o recorde do Glorioso desde 2003, quando a competição começou a ser disputada neste esquema.

Para ter o recorde de pontos, o Botafogo precisa mandar bem em casa e quem sabe ser o melhor mandante da competição, o que seria bem significativo para uma equipe com baixa média de público. O Alvinegro é o terceiro no quesito, com 29 pontos em 15 rodadas. O líder neste quesito é o Santos, com 33, e o mesmo número de jogos em casa.

Mas o número sete também traz uma pequena assombração. Afinal, o Botafogo sofreu gols nos últimos sete jogos, o pior período no ano, e vê nesta reta final a chance final de se ajustar e não iniciar a Libertadores de 2018 com os mesmo sustos deste ano.

Briga por título? 
Se atingir tudo isso, o Botafogo fica perto de fechar o ano no G3 e alcançar a melhor colocação na tabela. Isso, sem contar, que pode até lutar pelo título na reta final. A média de pontos do time de Jair Ventura é de dois pontos por jogo no returno. Nessa pegada, o Alvinegro encerraria o Brasileirão com 63 pontos. O Corinthians, líder geral, está com média de um ponto por jogo no returno e se manter esse ritmo fecha com 67. Mas dá para sonhar, torcedor alvinegro? Para o técnico Jair Ventura, tudo é possível.

– Não penso no título, mas se ele chegar… Ano passado não pensei em Libertadores e chegamos. Tem muita coisa para acontecer. É um Campeonato muito equilibrado, sempre decidido em detalhes, que dificilmente tem placar elástico. Por isso o campeonato mais disputado do mundo. Tudo aberto, pode acontecer tanto pra parte boa quanto ruim – opinou Jair, que pode levar o Botafogo à segunda Libertadores consecutiva, algo que seria inédito na história do clube, antes de completar:

– Nosso grande objetivo é brigar na parte de cima. Ser campeão do returno não dá vantagem de nada, o que vale é chegar na Libertadores. Muitos me questionam sobre títulos. Nosso último grande foi em 95. Lembro que em 2014 estávamos na Série B. Me perdoem, mas de 2014 para cá foi um grande trabalho – finalizou.

Neste domingo, às 17h, o Botafogo tem o primeiro dos oito desafios para iniciar a caminhada rumo à realização dos sete objetivos. Em Belo Horizonte, o time encara o Atlético-MG, no Independência.

O que está em jogo 
1) Liderança do returno: O Alvinegro é o líder da segunda metade do Brasileirão, com 22 pontos e sete vitórias

2) Ser o melhor do Rio: O Botafogo só alcançou isto uma vez, em 2013. Foi o quarto, com 61 pontos. Com o baixo investimento para a temporada, alcançar o feito ficaria ainda mais saboroso

3) Recorde de pontos: 61 também é o recorde de pontos do Glorioso na era pontos corridos. Mantendo a média de pontos do returno, o time vai a 63 e supera a marca

4) Melhor mandante da competição 
: Algo importante para um clube, ainda mais com média de público baixa. O Glorioso está em terceiro no quesito, com 29 pontos. Santos é o primeiro, com 33. O Corinthians vem atrás, com 31

5) Ajustar a defesa: São gols sofridos, curiosamente, nos últimos sete jogos. Embalado, é a chance de consertar os defeitos

6) Melhor colocação na tabela e consequente vaga direta na fase de grupos: O quarto lugar de 2013 é a o mais longe que o time foi no Brasileiro desde 2003. Se superar a marca, de quebra, já garante vaga no G4

7) Brigar pelo título: Com o aproveitamento atual, o time de Jair Ventura ficaria pouco atrás do Corinthians…mas se melhorar ainda mais o rendimento, a temporada de sonhos estará aberta

Fonte: Terra