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Ambev ‘pula fora’ e sonho do CT segue distante: ‘Clubes não têm receita livre’

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No lugar da grama, o mato. Onde era para linhas de cal fazerem as marcações do campo, não há nem mesmo cercas de arame farpado. A oportunidade de ter o próprio centro de treinamento caiu do céu para Vasco, Botafogo e Fluminense quando a prefeitura doou, há um ano e meio, terrenos na Zona Oeste para cada um deles. Mas, até hoje, desse mato não saiu cachorro. E muito menos CT.

Quem passa pelos locais não tem como imaginar que se tratam de propriedades de três dos maiores clubes cariocas. Não há como chegar ao terreno de 40 mil metros quadrados do Fluminense, na divisa entre Jacarepaguá e Barra da Tijuca. Ele fica atrás da Escola Sesc e atrás também de outros espaços particulares. Além de erguer o seu CT, o Tricolor terá que construir as ruas de acesso.

— As três ruas ocupam uma área igual à do próprio terreno — diz Pedro Antônio Ribeiro, vice de projetos especiais do Tricolor.

O terreno ainda fica próximo a uma favela, assim como os de Vasco e Botafogo, vizinhos em Vargem Grande. Abandonados, só não foram invadidos por causa do mato alto e pelo fato de que, para chegar até eles, é preciso passar por outras propriedades privadas. Como o centro de reciclagem ao lado do espaço de cerca de 90 mil metros quadrados dividido entre vascaínos e botafoguenses.

A reciclagem é justamente o que falta ao futebol carioca, que há décadas sofre com más administrações e a falta de dinheiro. Esse é um dos problemas para que os CTs até hoje não tenham saído do papel. Ou melhor: do mato. Pelo projeto inicial, a Ambev entraria como parceira da prefeitura e doaria cerca de R$ 5 milhões para cada um dos três. Mas a cervejaria reviu seus investimentos e pulou fora.

— Todo mundo sabe que nem Fluminense, nem Botafogo, nem Flamengo e nem Vasco têm receita livre hoje para fazer o investimento necessário na construção — argumenta o presidente alvinegro, Maurício Assumpção.

Projetos travados e improviso

Projetos arquitetônicos os três clubes têm. Mas enquanto não saem do papel, o improviso impera. Os vascaínos já treinaram no Vasco-Barra (que já foi Fla-Barra) e hoje se revezam entre São Januário e o CFZ. O Fluminense já tentou levar os profissionais para Xerém, e hoje se reveza entre as Laranjeiras e o campo do Exército, na Urca. Já os alvinegros, que passaram anos usando General Severiano, agora treinam no campo anexo do Engenhão.

A julgar pelas dificuldades que encontram para construir os CTs, a tendência é o que o improviso persista. Vasco e Botafogo estão em processo de obtenção de licença ambiental, que só deve sair no fim do ano. Este ano, ainda passarão por eleições presidenciais. E o desafio de buscar recursos para as construções é um dos legados que as diretorias atuais deixarão.

— Se fizer um trabalho de marketing chamando o torcedor para ajudar, é possível conseguir dinheiro, sim. Mas isso vai depender da diretoria que assumir — disse Manoel Santos, vice de Engenharia do Vasco.

Os projetos de Botafogo e Vasco não diferem muito. Preveem quatro (Vasco) e três (Botafogo) campos, hotelaria, restaurante, área de imprensa, auditório e piscina. Parecidos com o do Fluminense, com três campos.

No caso do Tricolor, que atualmente negocia com o consórcio da linha 4 do metrô a liberação dos entulhos das escavações para usar na estabilização do solo pantanoso do terreno, há o sonho de concluir as obras antes de 2016, e, assim, cumprir com a contrapartida pedida pela prefeitura de ceder o espaço para delegações olímpicas. Entre as pretensões e a realidade, há um longo caminho.

No Ninho, Fla vive em suspense

O Flamengo e seu centro de treinamento são um caso à parte. Não por serem um exemplo de sucesso, mas por seguir em caminho distinto dos outros três grandes do Rio. Ao contrário dos rivais, o Rubro-negro já tinha o próprio terreno. Não precisou, portanto, da doação. Mas espera até hoje pelo dinheiro que a prefeitura prometeu destinar como contrapartida.

Enquanto anunciava aos três clubes a intenção de doar terrenos para que eles construíssem seus CTs, ao Flamengo a prefeitura comprometeu-se a entrar com a quantia de R$ 5 milhões para que ele retomasse as obras no Ninho do Urubu. A diretoria correu atrás de toda a documentação exigida, mas o dinheiro não caiu na conta até hoje. O motivo: o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro ainda não deu seu aval para a liberação da verba.

O Rubro-negro partiu em busca de novos parceiros. Conseguiu a Ambev, a empresa de material de construção Lafarge e outros apoios menores. No total, obteve uma soma de cerca de R$ 8 milhões com a qual retomou as obras do CT.

O projeto do Ninho foi concebido para receber os profissionais e as categorias de base. O módulo profissional (campos, hospedagem, vestiários, piscina, auditório, refeitório, cozinha industrial e urbanização) tem previsão de conclusão para maio de 2015. No entanto, o clube vive em compasso de espera, já que, para esta primeira etapa, é preciso uma verba de R$ 12,5 milhões.

A torcida, no momento, é para que o dinheiro da prefeitura seja liberado até lá, o que seria suficiente para chegar ao montante. Caso contrário, as obras correm risco de parar novamente.

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