Keisuke Honda deu neste sábado sua primeira entrevista como jogador do Botafogo. Antes de ser apresentado no Estádio Nilton Santos, o jogador participou de uma coletiva de imprensa junto ao presidente do clube, Nelson Mufarrej, o vice-presidente de futebol, Marco Agostini, e o vice-presidente de marketing e comercial, Ricardo Rotenberg.

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Sobre a escolha de vir para o Brasil, Honda citou a torcida botafoguense como fator decisivo. “Para ser honesto, tive algumas ofertas da Europa e da Ásia, além do Botafogo. Não foi fácil, porque muitos outros clubes também fizeram boas ofertas. Pensei o que era o melhor para mim e para a minha família. Decidi vir para cá porque estavam esperando por mim. Senti essa emoção deles, essa animação. Acho que essa paixão dos torcedores me fez decidir vir para cá”, revelou.

A adaptação ao novo país e à língua são o foco do japonês nesse momento, segundo ele. “Não sei muita coisa em português. Só “obrigado”, “muito prazer” e “Botafogo”. Conheci muitos jogadores brasileiros no Japão, também na Rússia e na Itália. Lembro de algumas palavras, mas tenho que estudar. Vou melhorar meu português”, afirmou.

“Japão e Brasil sempre tiveram ligação forte, uma conexão durante a história. No futebol, Brasil e Japão têm diferenças. Por isso, para um japonês chegar aqui é muito difícil, um grande desafio. Tenho muita coisa para fazer, ainda não tenho casa, outras coisas para resolver. Por isso, vou tentar estabilizar tudo”, completou.

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A recepção dos botafoguenses no aeroporto também surpreendeu Honda. “Fui pego de surpresa por tanta gente e tanta paixão. Nunca senti isso na minha carreira. Quando fui para o Milan, também houve muito torcedor e me senti pressionado, mas ontem foi maior ainda. No Brasil, penso no que posso fazer. Sinto essa pressão e gosto disso. Quero retribuir a todos”, disse.

Apesar de não atuar há algum tempo, o japonês garante que está em forma. A estreia, porém, deve levar algum tempo. “Treinei todos os dias, mas sozinho. Por isso, vou precisar de tempo para me adaptar, conseguir entrar em ritmo de jogo. Quando começar a treinar com o time é que vou sentir quando vou poder jogar. A minha ideia é trabalhar por duas ou três semanas antes da estreia”, ressaltou.

Ainda sobre seu futebol, Honda revelou por onde prefere atuar. “No Botafogo, posso jogar conduzindo o jogo, porque temos muitos atacantes bons. Por isso, quero aproveitar essa qualidade desses jovens. Quero ser um armador, um meia-atacante.”

Depois do fim de semana de festas, o Glorioso volta a campo no domingo, no clássico contra o Fluminense, às 16h no Maracanã.

Fonte: Gazeta Esportiva