O vice-campeonato estadual foi uma boa surpresa em General Severiano, mas não freou a busca por reforços para o setor ofensivo. Com apenas quatro atacantes no elenco — Luis Henrique, Ribamar, Neilton e Sassá —, todos jovens, dirigentes e treinador repetiam que era preciso buscar homens de frente. Para suprir essa carência, chegaram Anderson Aquino, Geovane Maranhão e Rodrigo Pimpão — este último ainda a ser apresentado. Hoje, o setor está recheado de opções, mas, baseado nos números dos jogadores na atual temporada, será difícil animar a torcida.

Aquino, que estava no Linense-SP e estreou pelo Alvinegro no domingo, diante do São Paulo, é quem tem a melhor média de gols: um modesto 0,33 por partida. O caso de Geovane Maranhão é ainda mais alarmante. Titular do Madureira no Campeonato Estadual, não balançou as redes neste ano.

Rodrigo Pimpão, que deixou boas lembranças e acertou seu retorno a General Severiano, também não tem índices expressivos em 2016. Com a camisa do Emirates Club, dos Emirados Árabes, o atacante disputou dez partidas na atual temporada, mas só fez um gol.

O desempenho de quem já estava no clube também não empolga: Ribamar e Luis Henrique marcaram três vezes; Neilton, duas; e Sassá, recuperado de grave lesão na coxa esquerda, apenas uma.

Ricardo Gomes não está satisfeito com os nomes à disposição e cobra a chegada de um centroavante experiente para a disputa do Brasileiro e das próximas fases da Copa do Brasil. O treinador espera que esse jogador seja contratado até semana que vem:

— Precisamos de mais um atacante, com boa presença de área, para tirar o peso dos mais jovens.

Mas, até aqui, o clube não tem sido bem-sucedido em suas investidas. Nomes como Rafael Moura, Kleber Gladiador, Borges e Gilberto estiveram na pauta alvinegra. Mais recentemente, o alvo se tornou Hernán Barcos, do Sporting. Mas, sob contrato com o vice-campeão português até junho de 2017, é um sonho cada vez mais distante.

Fonte: Extra Online