Há anos o Botafogo não tem um trabalho, por assim dizer, tão completo como o que Ricardo Gomes realiza desde julho do ano passado.

Maturou jovens da base, recuperou jogadores desacreditados, transformou medianos em peças estratégicas e só não bateu campeão estadual porque teve pela frente um adversário mais bem ajustado.

Ricardo criou sistema de jogo organizado, ofensivo e competitivo, e mostrou ser possível resgatar grandes marcas com equilíbrio e perseverança.

Mas favor não confundir serenidade com subserviência, pois o treinador jamais escondeu ou se conformou com as limitações do time _ embora também jamais tenha se curvado à elas.

Ricardo Gomes não se empolgou com as contratações de estrangeiros desconhecidos, pediu cautela com o endeusamento de jovens promissores e cobrou da diretoria as resoluções de pendências que por vezes colocaram o trabalho em xeque.

Por outro lado, em momento algum atribuiu os maus momentos do time às mazelas já conhecidas.

Ou seja: tudo aquilo que se espera de um profissional compromissado com o trabalho que desenvolve, e não com a manutenção do emprego.

Por isso, conselheiros importantes que dão suporte à administração do presidente Carlos Eduardo Pereira se apressaram em socorrê-lo por ocasião do assédio do Cruzeiro.

O Botafogo vai para a disputa do Brasileiro sem medo do fantasma que o aterrorizava tanto…

Fonte: Blog do Gilmar Ferreira - Extra Online