Uma pena, este clássico entre Botafogo e Fluminense ser realizado em Volta Redonda, praça que, comprovadamente, não é das mais atraentes para os torcedores dos dois clubes.

Pois este primeiro duelo entre dois grandes do Rio no Brasileiro de 2016 merecia casa cheia.

Merecia ser disputado no Kleber Andrade, em Cariacica, ou no Municipal de Juiz de Fora, onde alvinegros e tricolores já mostraram presença.

O Fluminense de Levir Culpi e o Botafogo de Ricardo Gomes travaram dois bons confrontos no Estadual, com um empate e uma vitória alvinegra.

E pelas características dos times devemos ter mais um jogo bem movimentado.

Aliás, não sei se vocês lembram, mas os 2 a 0 impostos pelo Botafogo na Taça Guanabara, quando o Fluminense ainda era dirigido por Eduardo Baptista, também foi um jogo emocionante.

Fruto, insisto, da vocação ofensiva dos dois times.

Sigo a crer na possibilidade de o Fluminense disputar a parte de cima da tabela.

Mas é preciso que Fred desencante.

Porque salvo o Brasileiro de 2010, ano em que o Fluminense ainda contava com Washington e Sheik, as melhores campanhas do time se confundem com os números do artilheiro.

Fred fez 30 gols nas últimas três edições, média de dez por edição.

Mas fez 18 só em 2014, ano em que o Flu brigou por vaga na Libertadores.

Fred e Ricardo Oliveira, dois trintões, são os dois maiores artilheiros em atividade no país.

Como o santista, artilheiro da Série A em 2015, é três anos mais velho, permito-me acreditar que Fred ainda tem boa lenha para queimar.

E ela pode ser o carvão que a locomotiva tricolor de Levir Culpi tanto precisa para embalar.

Os gols de Fred, o talento de Scarpa, a movimentação de Richarlison e o jogo tático de Cícero dão ao Fluminense uma força incrível…

Fonte: Blog do Gilmar Ferreira - Extra Online