Não é de hoje que o Botafogo causa arrepios em seu torcedor. Depois da conquista da vaga na Libertadores através do Campeonato Brasileiro de 2013, foram raras as boas notícias que chegaram a General Severiano. Com o bom time da temporada passada desmanchado, campanhas pífias em todos os torneios que disputou e em grave crise financeira, o Glorioso faz seus fiéis apaixonados apenas desejarem que 2014 acabe logo – e, com muita sorte, com o Botafogo ainda na Série A.

A cada derrota sofrida exibindo um futebol medonho, o botafoguense fica mais desesperado. Durante a derrota para o Ceará, na Copa do Brasil, única competição que poderia devolver alguma dignidade ao Glorioso-2014, no entanto, a situação passou de todos os limites: quase todos os 10 mil alvinegros entoaram o grito de “JÓBSON”. Sim, aquele mesmo que já teve milhares de oportunidades e desperdiçou todas elas. Um jogador de futuro brilhante, que fez questão de jogar a carreira no lixo.

Não restam dúvidas de que temos muitos CONTRAS que pesam para o afastamento definitivo de Jóbson, que voltará a treinar no Botafogo por questões contratuais. O desafio, então, é buscarmos listar também os PRÓS, se é que eles existem. Após analisar friamente as situações de jogador e clube, vou tentar destrinchar cada argumento, contra e a favor.

CONTRAS

1) Problemas com drogas – Não é novidade que Jóbson tem sérios problemas com drogas. Devido às punições por conta do doping, ele já quase foi banido do esporte. Em caso de reintegração definitiva, o Botafogo precisaria bolar um esquema para não acabar sendo prejudicado com irresponsabilidades do atleta.

2) Longa inatividade – Jóbson rodou por diversos clubes e não se estabeleceu em nenhum. Foram raras as vezes que entrou em campo. Pensar que mantém até hoje o nível do futebol de 2009 é, no mínimo, muita boa vontade. Cinco anos se passaram e em nenhum momento o vimos jogar bem em algum lugar.

3) Falta de comprometimento – Para tirar o Botafogo dessa situação, será necessária muita entrega pelos jogadores. Quando o grupo não está focado, o resultado é sempre o mesmo que o da última partida: a derrota, desta vez para o mistão do Ceará. Mesmo quando brilhou, Jóbson nunca mostrou comprometimento para com o clube.

PRÓS

1) Vínculo longo e vitrine – Não é muito difícil se destacar nesse time atual do Botafogo. E como a diretoria deseja se livrar do jogador, que tem contrato até dezembro de 2015, nada melhor que colocá-lo para jogar. Potencial todos nós sabemos que Jóbson tem, basta saber se quer usá-lo – e ele não quis quase nunca.

2) Características carentes – O Botafogo não tem um jogador com o estilo de jogo de Jóbson – que é semelhante ao de Vitinho, hoje no CSKA da Rússia. Arisco e habilidoso, poderia acrescentar nesse sentido. Seria uma espécie de Rogério melhorado.

3) Momento Tiririca – “Pior que tá, não fica”. É o argumento que mais escuto dos defensores da volta de Jóbson. E, de fato, em time que joga Zeballos, pode jogar qualquer um. Se não tivermos mais nada a perder e a situação de risco do Z4 se agravar ainda mais, por quê não arriscar?

O julgamento final fica por conta de vocês, amigos do FC. A decisão, no entanto, cabe à diretoria – e afirmar isso me dá até calafrios. Eles não têm acertado muito nas decisões, não é mesmo?

Fonte: Blog Preto no Branco - ESPN