Linda demais a conquista do Botafogo, com um gol no último minuto dos acréscimos…

Gol que quebrou a corrente mental dos jogadores do Vasco para a disputa por cobranças de pênaltis.

Heróis até aos 49 do segundo tempo, atuando com um a menos por quase uma hora, os jogadores de Zé Ricardo não poderiam imaginar um desfecho tão cruel.

Mas foi como um sonho para o grupo reconstruído por Alberto Valentim…

Grupo que hoje festeja a conquista do título perdido em duas finais seguidas contra o mesmo rival _ em 2015 e 2016.

O TÉCNICO que não teve espaço para se desenvolver à frente do milionário do Palmeiras ganhou a chance de participar do trabalho de renovação no Botafogo.

E o faz com competência.

Em dois meses, entendeu as crises internas, costurou alianças com os jogadores mais experientes, apostou em alguns dos jovens da base…

… e moldou um novo padrão de jogo!

O clube fez a pior campanha entre os quatro grandes do Rio, perdeu cinco dos nove clássicos disputados, mas nas mãos de Valentim teve competitividade.

E foi adversário difícil de ser batido até na derrora por 3 a 0 para o Fluminense, na final da Taça Rio.

E essa acabou sendo a diferença do seu time!

O JOGO decisivo foi equilibrado, como se previa, em se tratando de dois times que vêm numa batida forte, encarando adversários de grande porte.

Foi o sexto clássico seguido do Botafogo nos últimos 21 dias.

O sétimo do Vasco, contando os dois pela Libertadores, em 26 dias _ fora aqueles seis em 24 dias, entre o final de janeiro janeiro e meados de fevereiro.

Neste Vasco x Botafogo, o quarto entre eles nestas três semanas, faltou futebol.

Sem articulação e infiltração pelo meio, os dois times bateram de frente pelos lado do campo.

Muito pela ausência do jogador cerebral, tanto com a camisa do Vasco, quanto com a do Botafogo.

A dose de emoção veio, então, através da tentativa de superação dos jogadores dos dois lados.

Os alvinegros acabaram premiados pelo gol do zagueiro Joel Carli no fim, talvez pela justificável ousadia do seu técnico, que soltou o time.

A CONQUISTA do Estadual de 2018 é um pequeno trecho percorrido com êxito na dura caminhada na temporada.

Ajuda no fortalecimento da autoestima dos times e, no caso específico do Botafogo, ameniza o sofrimento da torcida.

O clube está há 22 anos sem levantar um título nacional e isso é motivo constante de queixa.

Quem perde o “Carioca” (sic), tenta disfarçar a inveja por não ter o que celebrar, ou adota a tese batida de que o torneio não tem valor.

Mas quem o vence, como os alvinegros fizeram este ano tem mais é que desfilar com a faixa no peito.

E sorrir, orgulhoso, pelo feito que dignifica história do clube.

Fonte: Blog do Gilmar Ferreira - Extra Online