Fica a impressão de que o Vasco perdeu ótima oportunidade de deixar muito bem encaminhada a conquista do bi estadual.

Venceu por 1 a 0 o primeiro jogo dos dois que decidem o título, mas tirou pouco proveito de enfrentar um Botafogo desfalcado de três titulares.

Vou repetir: três titulares _ dois zagueiros e um volante.

E sem contar a expulsão de Sassá, aos 25 do segundo-tempo, deixando os alvinegros com um a menos por vinte minutos.

O time dirigido por Ricardo Gomes, bem distribuído e sem receios, jogou no seu máximo.

Travou o Vasco de Jorginho, que não encontrou espaços para a criação ofensiva.

EQUILÍBRIO.

Mas são essas esquisitices do futebol que nos fazem crer que essa seja uma das modalidades esportivas mais difíceis de serem analisadas.

No próximo domingo, nos 90 minutos finais, o Vasco terá a vantagem do empate para a conquista do título.

Mas o futebol jogado pelo Botafogo na média das ações recomenda cautela _ muita cautela.

Chama atenção o amadurecimento do jovem time alvinegro, sobretudo na disciplina tática, e uma vitória simples leva a decisão para cobranças de pênaltis.

Portanto, no papel de franco atirador, o Botafogo segue em posição confortável.

Registre-se…

NENÊ.

Há que se ressaltar, entretanto, que foi o terceiro confronto entre ambos no Estadual sem vitória alvinegra.

O máximo que o Botafogo consegue é anular não sei quantos por cento do potencial criativo de Nenê.

Impressionante que Jorginho não tenha descoberto ainda uma forma de livrá-lo da marcação.

Se bem que, desta vez, conseguiu melhorar a produção puxando-o para os lados no segundo tempo.

Foi num lance desses, inclusive, que saiu o gol de Jorge Henrique.

Aliás, em falha de Jefferson que não apaga a postura passiva do zagueiro Renan Fonseca.

CONJUNTO.

O Vasco de Jorginho, invicto há 26 jogos, dono de um saldo fantástico nos último confrontos com seus rivais no Rio de Janeiro, tem muito a ser elogiado.

É um time difícil de ser batido e conta com um eficiente sistema de jogo.

Não tão pragmático como os “Corinthians de Tite” ou tão adepto ao “Muricybol dos bons tempos de São Paulo e Santos”.

Mas muito bem trabalhado na parte técnica e organizado no plano tático, o que resulta em segurança e auto-confiança.

Tudo o que não teve no Brasileiro…

Fonte: Blog do Gilmar Ferreira - Extra Online