Bolívar detalha situação, diz que nunca pensou em sair e revela desejo de renovar

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O Botafogo enfrenta o Santos neste domingo, às 16h, no Maracanã, sob forte tensão. Afinal, em caso de derrota, o time pode terminar a 18ª rodada na zona de rebaixamento do Brasileiro, e o clima no clube, que já é ruim pelos atrasos salariais, vai pesar ainda mais. Nessas horas difíceis, costumam se destacar no time os jogadores com mais personalidade e experiência, tal como, no caso do Alvinegro, o zagueiro Bolívar.

— Não se pode negar que essa situação dos salários é chata. Alguns atletas conseguem se desligar disso, outros, não. Mas um carrega o outro. Fazemos assim — frisou o General, de 34 anos, que chegou ao clube em 2013 e já disputou 86 partidas com a camisa do Glorioso.

Esse papel de líder, porém, já lhe rendeu dores de cabeça. No primeiro semestre, Bolívar foi visto como um dos mentores dos protestos contra os vencimentos pendentes. Na época, os jogadores chegaram a atrasar o começo de alguns treinos como forma de se manifestar. Devido ao perfil de liderança, Bolívar viu seu nome envolvido em especulação sobre rescisão de contrato. Porém, ele assegura que a relação com a diretoria é boa.

— Temos pouco contato porque eles estão fora, tentando soluções para o problema dos salários. Mas a relação é boa. E, para deixar claro, o protesto era do grupo todo — disse Bolívar, que ainda se viu excluído recentemente, junto com outros cinco atletas, de uma lista de pagamentos: — Isso foi esclarecido no dia seguinte. Nos disseram que foi uma coisa decidida pelo sindicato.

Apesar dos percalços, Bolívar — que já disse não ver como problema os seus direitos de imagem serem pagos por torcedores ilustres, como vem acontecendo agora —, garante que nunca pensou em deixar o Alvinegro, como fez o lateral Lucas.

— Se tenho contrato, procuro cumprir. Tem os salários atrasados, mas acima do atleta tem o homem — destacou.

A ideia de Bolívar, pelo contrário, é permanecer, se houver acordo com a nova diretoria, que será eleita no dia 25 de novembro.

— Meu contrato acaba no fim do ano. Depende da nova gestão. Estou feliz, adaptado. Pela minha vontade, fico.

Fonte: Extra Online

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