Em meio ainda aos primeiros passos após a aprovação do projeto para a transformação em clube-empresa, o Botafogo apresentou Valdir Espinosa como o gerente de futebol. O novo dirigente chega tendo como uma das missões ajudar na condução deste período de transição e, juntamente com a comissão técnica e comitê de futebol, fazer a montagem do elenco.

Espinosa chega a General Severiano para substituir Anderson Barros, que deixou o clube e assinou com o Palmeiras, e, talvez, ser o principal elo entre a cúpula do Glorioso e o elenco. Esta será a quarta passagem dele pelo Botafogo, sendo as três anteriores como técnico.

“Ainda entendo pouco dessa matéria [clube-empresa], não tenho vergonha de confessar. Quando vejo que as pessoas dizem que isso é importante para a volta do Botafogo, mesmo entendendo pouco, torço para que possa acontecer. Espero que isso faça o Botafogo ter sua estrela brilhando cada vez mais”, disse Espinosa.

Para a próxima temporada, há uma ideia inicial de que não há jogador inegociável e há a disposição para tratativas que possam render valores aos cofres ou nomes para 2020.

Jogadores como o goleiro Gatito Fernandez e o zagueiro Joel Carli, que têm grande carinho da torcida, o volante Alex Santana, que fez boa temporada, o meia Leo Valencia e o atacante Luiz Fernando poderão ser usados como “moeda de troca” em conversas com outros clubes. Há ainda a expectativa por propostas para o meia João Paulo, o que pode gerar recursos ao clube.

Ao mesmo tempo, o Alvinegro já mapeia o mercado e estuda opções, com o aval do técnico Alberto Valentim. O volante Lucas Mineiro, que pertence à Chapecoense e teve boa passagem pelo Vasco – sob comando do atual comandante do Botafogo – é um deles. O meia-atacante Vinicius, do Atlético-MG, é outro que pode chegar a General Severiano por empréstimo.

Enquanto isso, Espinosa chega para herdar um trabalho que foi iniciado por Anderson Barros logo após o confronto com o Ceará e correndo contra o tempo. A intenção é que o grupo possa estar à disposição e com as necessidades sanadas já na reapresentação, que acontece em aproximadamente um mês.

“Quando existem dificuldades, você não pode sentar e lamentar. Você tem que saber que existe e enfrentá-las. Vejo dirigentes com essa vontade, ninguém está satisfeito com o momento do Botafogo. O momento faz com que lutemos mais. Essa diretoria vai lutar para resolver todos os problemas. Eu estou chegando hoje, não posso sentar e dizer que não vai dar certo. Tenho que reconhecer a dificuldade e lutar mais. E passar isso à comissão e aos jogadores”.

Fonte: UOL