Atlético-MG e Botafogo disputavam uma vaga na semifinal da Copa do Brasil de 2007. Após o empate sem gols no primeiro jogo, no Mineirão, a vitória por 2 a 1, de virada, era o suficiente para a equipe carioca avançar na competição. Perdendo desde os 10 minutos do segundo tempo, com gol do zagueiro Alex Bruno, o Atlético pressionava o adversário, mesmo no Rio de Janeiro. Aos 47 minutos da etapa final, após uma bola cruzada na área, o goleiro Júlio César não conseguiu fazer a defesa e Tchô pegou o rebote. O meia estava praticamente em cima da marca do pênalti quando foi derrubado Alex Bruno. O árbitro Carlos Eugênio Simon nada marcou.

Já cercado pelos atleticanos, o juiz gaúcho apitou o fim da partida e precisou da ajuda da polícia para conter a ira dos jogadores do Atlético e conseguir deixar o gramado do Maracanã. Dois dias depois, em 12 de maio, durante entrevista à Rede Globo, Simon assumiu o erro. “Eu não marquei porque não tive a convicção clara da penalidade e a bola ainda sobrou para o companheiro do atacante, que errou na finalização. Agora, revendo pela televisão, eu vi que houve pênalti e errei”, justificou o árbitro, até hoje não perdoado pela torcida do Atlético.

A partir daquele jogo, o Botafogo se tornou o maior carrasco do clube mineiro nos últimos dez anos. Tanto que nos 28 jogos que os dois clubes disputaram desde 2007, o Botafogo venceu 16 vezes. Isso significa que o Botafogo venceu 57% das partidas. Desempenho que nenhuma outra grande equipe do país conseguiu nos confrontos com o Atlético de uma década para cá.

Dez anos depois daquele polêmico jogo, o sorteio da Copa do Brasil colocou Galo e Botafogo frente a frente mais uma vez pelas quartas de final do torneio. Para chegar à semifinal pela quinta vez na história, o Atlético vai precisar eliminar de vez um dos maiores fantasmas recentes de sua história. Nos últimos cinco mata-matas com o Botafogo, incluindo o duelo que teve Carlos Eugênio Simon como protagonista.

Depois de 2007, o Botafogo também eliminou o Atlético da Copa do Brasil do ano seguinte e de 2013, nas quartas e oitavas de final, respectivamente. Além de dois encontros pela primeira fase da Copa Sul-Americana, em 2008 e 2011, sempre com a equipe carioca levando a melhor.

Fonte: UOL