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Botafogo expõe promessas ao perigoso hábito da derrota sem trauma

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Botafogo expõe promessas ao perigoso hábito da derrota sem trauma
Vitor Silva/Botafogo

Antes mesmo do rebaixamento confirmado, o Botafogo fez uma escolha, a de priorizar a escalação dos garotos vindos da base na reta final de Campeonato Brasileiro. A intenção era boa: trazer sangue novo por um milagre que não veio e, ao mesmo tempo, dar rodagem para jovens talentos, o principal deles, Matheus Nascimento, de apenas 16 anos. Mas existe um possível efeito colateral na estratégia. Enquanto que acumulam minutos em campo antes do começo de uma nova temporada, agora na Série B, as promessas aos poucos criam uma intimidade perigosa com a derrota. O pior: o revés normalizado, sem maiores traumas.

Neste sábado, o time alvinegro chegou a 16 derrotas nas últimas 18 partidas, ao cair diante do Goiás por 2 a 0, gols de Rafael Moura e Fernandão, na Serrinha. Com os meninos em campo e não com os mais experientes, protagonistas da campanha ruim na temporada, que parecem estar sendo poupados de lidarem com a situação que ajudaram a criar.

A temporada se arrasta para o Botafogo sem que os meninos consigam dar maiores sinais de que podem ser a solução para o time em 2021 — o desempenho na derrota para o Grêmio é uma exceção à regra. Não porque não tenham talento para isso. Trata-se mais de um cenário de tantos erros acumulados que talvez nem o próximo Neymar fosse capaz de ameniza-los assim, da noite para o dia.

Está evidente que apenas depositar sobre os ombros dos garotos toda a esperança de recuperação alvinegra é submetê-los a uma carga maior do que são capazes de carregar. Isso pode atrapalhar a última etapa da formação de um grupo de jogadores inegavelmente com futuro, onde se incluem o zagueiro Kanu e o volante Caio Alexandre.

Nas próximas rodadas deste Brasileiro sem fim para o time alvinegro, o Botafogo terá São Paulo, no Nilton Santos, e Ceará, no Castelão. Depois disso, finalmente poderá respirar e também desintoxicar seus meninos do ambiente derrotista em que foram jogados. Que o Campeonato Estadual seja encarado com a importância que ele para o Botafogo terá em 2021: pequena. Os primeiros meses do calendário serão para lapidar o grupo, recuperá-lo em termos de autoestima, encorpá-lo para uma Segunda Divisão que será das mais difíceis.

Fonte: O Globo Online

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