O ano de 2018 não foi brilhante para o Botafogo. O clube continua seu processo de reorganização financeira e por isso mesmo tem dificuldades para contratar jogadores de peso, exigindo muita criatividade dos dirigentes. Para muitos, o plantel desta temporada é um dos mais fracos da história, porém, os resultados produzidos em campo não foram péssimos, como muitos poderiam prever.

Com um orçamento menor do que o Flamengo e o Vasco, por exemplo, o Botafogo foi o único time do Rio de Janeiro a comemorar o título, no caso, o do Campeonato Carioca, em uma emocionante final com os vascaínos. Além disso, no Campeonato Brasileiro, conseguiu evitar o rebaixamento bem antes de seus rivais Fluminense e Vasco, que deixaram a ingrata missão para a última rodada.

“Apesar de todas as dificuldades, tivemos um ano de algumas conquistas, algumas fora de campo. Dentro dele, por exemplo, fomos o único time do Rio de Janeiro a comemorar um título. O importante é o progresso não parar”, disse o presidente do Botafogo, Nelson Mufarrej.

A Copa do Brasil foi um fiasco, com a precoce eliminação para a Aparecidense, enquanto que na Copa Sul-Americana o time caiu nas oitavas de final para o Bahia.

O ano ficou marcado pelas constantes trocas no comando técnico. A aposta inicial foi em Felipe Tigrão, ex-atacante do time e que estava treinando o sub-17 do Glorioso. A queda para a Aparecidense acabou decretando a demissão. Alberto Valentim assumiu e conseguiu dar tranquilidade ao plantel, o levando ao título carioca. Porém, no recesso do futebol brasileiro para a disputa da Copa do Mundo da Rússia ele recebeu uma tentadora proposta do Egito e deixou o Botafogo.

Sob o comando de Anderson Barros, o departamento de futebol apostou em Marcos Paquetá, que não trabalhava no Brasil desde 2004, quando foi para o futebol asiático. A escolha se mostrou péssimo e durou apenas cinco jogos, com quatro derrotas e uma vitória. Coube então a Zé Ricardo a missão de levar o plantel até o fim da temporada e ele conseguiu uma arrancada no Brasileirão que afastou o risco de rebaixamento. Zé vai permanecer à frente do plantel em 2019.

O ano de 2018 ficou marcado pela despedida do goleiro Jéfferson, que pendurou as luvas. Ele estava no Glorioso, que já havia defendido entre 2003 e 2005, desde 2009, quando retornou do futebol europeu.

“Eu só tenho a agradecer ao Botafogo e principalmente pela maneira como eles mobilizaram o país na minha despedida, no jogo contra o Paraná (vitória por 2 a 1). Fui muito feliz aqui e espero que o clube siga a sua caminhada com muito sucesso”, disse o arqueiro.

No total o Botafogo entrou em campo 62 vezes em 2018, tendo vencido 24, empatado 17 e perdido 21. O time anotou 68 gols e sofreu 75. Assim, ficou com saldo negativo de sete gols. Brenner foi o artilheiro no ano com 11 gols, um a mais que Kieza.

COPA DO BRASIL

O começo de ano do Botafogo ficou marcado pela eliminação para a Aparecidense de Goiás logo na primeira fase. O regulamento da competição previa um jogo único, com o time com melhor posição no ranking da CBF, no caso o Botafogo, tendo a vantagem do empate. Com um técnico Felipe Tigrão muito pressionado, alguns jogadores teriam tomado o controle do aspectoi tático antes da partida. Um esquema com três zagueiros surpreendeu, mas tornou o time totalmente perdido em campo.

Memo abrindo o placar com Rodrigo Pimpão, o Botafogo permitiu a virada e acabou sofrendo um dos maiores vexames de sua histórias. O resultado foi determinante para a queda do treinador.

“Foi um momento muito complicado, pois a gente não esperava aquele resultado e não conseguia entender a situação”, disse Pimpão.

CAMPEONATO CARIOCA

A Taça Guanabara, primeiro turno do Campeonato Carioca, apresentou o Botafogo ainda sob o comando de Felipe Tigrão e perdido dentro de campo. Apesar disso, a equipe ainda foi semifinalista, caindo nesta fase para o Flamengo por 3 a 1. O jogo ficou marcado pela provoicasção de Vinicius Júnior, que comemorou um dos gols com o gesto de “chorôrô”. A provocaria custaria caro mais adiante na competição.

A Taça Rio, segundo turno, já apresentou Alberto Valentim no comando do plantel e o Botafogo conseguiu melhorar seu rendimento, se classificando para a decisão do Campeonato Carioca. Ainda na Taça Rio o plantel perdeu o meia João Paulo, que sofreu três fraturas na perna direita após entrada crimninosa do atacante Rildo.

Mesmo com o desfalque o Botafogo fez uma grande partida na semifinal e eliminou o Flamengo da competição com um triunfo por 1 a 0. Ao comemorar seu gol, o meia Luiz Fernando fez o gesto de “cheirinho”, vingando o “chorôrô”. O Glorioso riu por último, mas ainda faltava a decisão contra o Vasco.

Na primeira partida da final uma derrota por 3 a 2 foi um castigo para o time, que tinha jogado bem. Na volta, o empate sem gols, até os 49 minutos do segundo tempo, dava o título ao Vasco. Mas um gol de Joel Carli no apagar das luzes forçou a disputa de pênaltis.

“Foi um momento mágico”, disse Carli.

Nas penalidades brilhou a estrela de Gatito Fernández, que fez duas defesas e garantiu o caneco.

“A emoção foi muito grande, pois o Botafogo merecia aquele título”, disse Fernández.

COPA SUL-AMERICANA

A Copa Sul-Americana do Botafogo não foi brilhante. O time passou pelo Audax Italiano do Chile na primeira fase graças a um triunfo por 2 a 1 fora de casa. No Estádio Nilton Santos quase foi eliminado ao tentara dministrar a vantagem. O empate por 1 a 1 foi sofrido.

Na segunda fase, perdeu na ida de 2 a 1 para o Nacional no Paraguai. A vitória por 2 a 0 no Niltão foi uma das melhores atuações do time na temporada.

Contra o Bahia, nas oitavas de final, os times trocaram triunfos como mandantes por 2 a 1 e o equilíbrio forçou a disputa de poênaltis, vencida pelos baianos.

“Infelizmente deixamos a competição nos detalhes”, disse Zé Ricardo.

CAMPEONATO BRASILEIRO

O Campeonato Brasileiro do Botafogo foi de sofrimento em boa parte. Até a parada para a Copa do Mundo Alberto Valentim vinha conseguindo manter um bom nível de pontuação. Porém, com Marcos Paquetá a coisa acabou saindo de controle e a proximidade com a zona de rebaixamento virou uma realidade.

Zé Ricardo chegou então com a missão de evitar a degola e teve todo o segundo turno à frente do plantel. Porém, o alívio começou somente em novembro, com uma vitória de 1 a 0 sobre o Corinthians que proporcionou uma arrancada de quatro triunfos seguidos e o alívio.

“A meta foi cumprida, mas, ficou um gostinho de que a gente poderia ter ido mais longe, pois nos aproximamos da zona de classificação para a Copa Libertadores”, disse Zé Ricardo.

PROJEÇÃO PARA 2019

O ano de 2019 do Botafogo vai continuar sendo de dificuldades financeiras, embora a atual diretoria esteja se aproximando muito dos irmãos Moreira Salles, empresários do ramo financeiro e torcedores ilustres do clube. Eles auxiliaram na construção do centro de treinamento e agora pediram uma consultoria para verificarem se é possível uma gestão mais profissional no Glorioso, principalmente no departamento de futebol.

Zé Ricardo seguirá à frente do elenco, que deverá passar por um pequeno processo de reformulação. Os pilares serão peças como Gatito Fernández no gol, Marcinho na lateral direita, Joel Careli na zaga e Rodrigo Lindoso no meio-de-campo. Jéfferson se aposentou; o volante M

NÚMEROS DE 2018:

Jogos: 62

Vitórias: 24

Empates: 17

Derrotas: 21

Gols Pró: 68

Gols Contra: 75

Saldo de gols: – 7

Artilheiros: Brenner (11), Kieza (10), Rodrigo Lindoso (9), Luiz Fernando (7), Rodrigo Pimpão (6), Erik (5), Leonardo Valencia (5), Igor Rabello (4), Joel Carli (2), Arnaldo (1), Gilson (1), Jean (1), Marcinho (1), Marcos Vinícius (1), Rodrigo Aguirre (1) e Renatinho (1). Renan Lordi (Atlético-PR) e Léo Gomes (Vitória) marcaram um gol contra cada um em jogos contra o Botafogo.

RELAÇÃO DE JOGOS

Campeonato Carioca

16/1 – Botafogo 2 x 2 Portuguesa – Estádio Nilton Santos (Rio de Janeiro) – Gols: Brenner e Marcos Vinícius

20/1 – Fluminense 0 x 0 Botafogo – Maracanã (Rio de Janeiro)

25/1 – Macaé 1 x 2 Botafogo – Estádio Cláudio Moacyr (Macaé) – Gols: Arnaldo e Brenner

28/1 – Botafogo 1 x 0 Boavista – Estádio Nilton Santos (Rio de Janeiro) – Gols: Brenner

3/2 – Botafogo 0 x 0 Madureira – Estádio Nilton Santos (Rio de Janeiro)

10/2 – Flamengo 3 x 1 Botafogo – Estádio Raulino de Oliveira (Volta Redonda) – Gols: Kieza

22/2 – Nova Iguaçu 1 x 2 Botafogo – Estádio Giulitte Coutinho (Mesquita) – Gols: Kieza e Leonardo Valencia

25/2 – Botafogo 1 x 0 Cabofriense – Estádio Nilton Santos (Rio de Janeiro) – Gols: Kieza

3/3 – Flamengo 1 x 0 Botafogo – Maracanã (Rio de Janeiro)

6/3 – Botafogo 1 x 0 Bangu – Estádio Nilton Santos (Rio de Janeiro) – Gols: Rodrigo Pimpão

11/3 – Volta Redonda 1 x 1 Botafogo – Estádio Raulino de Oliveira (Volta Redonda) – Gols: Igor Rabello

18/3 – Botafogo 2 x 3 Vasco – Maracanã (Rio de Janeiro) – Gols: Rodrigo Lindoso e Brenner

21/3 – Vasco 2 x 3 Botafogo – Estádio Nilton Santos (Rio de Janeiro) – Gols: Brenner, Luiz Fernando e Igor Rabello

25/3 – Fluminense 3 x 0 Botafogo – Maracanã (Rio de Janeiro)

28/3 – Flamengo 0 x 1 Botafogo – Maracanã (Rio de Janeiro) – Gols: Luiz Fernando

1/4 – Botafogo 2 x 3 Vasco – Estádio Nilton Santos (Rio de Janeiro) – Gols: Renatinho e Brenner

8/4 – Vasco 0 (3) x 1 (4) Botafogo – Maracanã (Rio de Janeiro) – Gols: Joel Carli

Copa do Brasil

6/2 – Aparecidense 2 x 1 Botafogo – Estádio Aníbal Batista de Toledo (Aparecida de Goiás) – Gols: Rodrigo Pimpão

Copa Sul-Americana

12/4 – Audax Italiano 1 x 2 Botafogo – Estádio San Carlos de Apoquindo (Santiago do Chile) – Gols: Brenner e Rodrigo Pimpão

9/5 – Botafogo 1 x 1 Audax Italiano – Estádio Nilton Santos (Rio de Janeiro) – Gols: Matheus Fernandes

1/8 – Nacional-PAR 2 x 1 Botafogo – Estádio Defensores del Chaco (Assunção no Paraguai) – Gols: Luiz Fernando

16/8 – Botafogo 2 x 0 Nacional-PAR – Estádio Nilton Santos (Rio de Janeiro) – Gols: Rodrigo Lindoso e Leonardo Valencia

20/9 – Bahia 2 x 1 Botafogo – Arena Fonte Nova (Salvador) – Gols: Rodrigo Pimpão

3/10 – Botafogo 2 (4) x Bahia 1 (5) – Estádio Nilton Santos (Rio de Janeiro) – Gols: Rodrigo Pimpão e Luiz Fernando

Campeonato Brasileiro

16/4 – Botafogo 1 x 1 Palmeiras – Estádio Nilton Santos (Rio de Janeiro) – Gols: Igor Rabello

23/4 – Sport 1 x 1 Botafogo – Ilha do Retiro (Recife) – Gols: Rodrigo Lindoso

28/4 – Botafogo 2 x 1 Grêmio – Estádio Nilton Santos (Rio de Janeiro) – Gols: Brenner e Gilson

6/5 – Cruzeiro 1 x 0 Botafogo – Mineirão (Belo Horizonte)

14/5 – Botafogo 2 x 1 Fluminense – Estádio Nilton Santos (Rio de Janeiro) – Gols: Rodrigo Lindoso e Kieza

20/5 – América-MG 1 x 0 Botafogo – Arena Independência (Belo Horizonte)

27/5 – Botafogo 1 x 1 Vitória – Estádio Nilton Santos (Rio de Janeiro) – Gols: Kieza

30/5 – São Paulo 3 x 2 Botafogo – Morumbi (São Paulo) – Gols: Leonardo Valencia e Rodrigo Pimpão

2/6 – Vasco 1 x 2 Botafogo – São Januário (Rio de Janeiro) – Gols: Kieza e Igor Rabello

6/6 – Botafogo 0 x 0 Ceará – Estádio Nilton Santos (Rio de Janeiro)

10/6 – Bahia 3 x 3 Botafogo – Arena Fonte Nova (Salvador) – Gols: Kieza (2) e Leonardo Valencia

13/6 – Botafogo 2 x 0 Atlético-PR – Estádio Nilton Santos (Rio de Janeiro) – Gols: Rodrigo Lindoso e Renan Lordi (Contra)

18/7 – Corinthians 2 x 0 Botafogo – Arena Corinthians (São Paulo)

21/7 – Flamengo 2 x 0 Botafogo – Maracanã (Rio de Janeiro)

26/7 – Botafogo 1 x 0 Chapecoense – Estádio Nilton Santos (Rio de Janeiro) – Gols: Marcinho

29/7 – Internacional 3 x 0 Botafogo – Estádio Beira-Rio (Porto Alegre)

4/8 – Botafogo 0 x 0 Santos – Estádio Nilton Santos (Rio de Janeiro)

12/8 – Paraná 1 x 1 Botafogo – Estádio Durival de Britto (Curitiba) – Gols: Rodrigo Lindoso

19/8 – Botafogo 0 x 3 Atlético-MG – Estádio Nilton Santos (Rio de Janeiro)

22/8 – Palmeiras 2 x 0 Botafogo – Estádio Allianz Parque (São Paulo)

25/8 – Botafogo 2 x 0 Sport – Estádio Nilton Santos (Rio de Janeiro) – Gols: Joel Carli e Rodrigo Aguirre

1/9 – Grêmio 4 x 0 Botafogo – Arena do Grêmio (Porto Alegre)

5/9 – Botafogo 1 x 1 Cruzeiro – Estádio Nilton Santos (Rio de Janeiro) – Gols: Luiz Fernando

9/9 – Fluminense 1 x 0 Botafogo – Maracanã (Rio de Janeiro)

16/9 – Botafogo 1 x 0 América-MG – Estádio Nilton Santos (Rio de Janeiro) – Gols: Rodrigo Lindoso

23/9 – Vitória 3 x 4 Botafogo – Estádio Barradão (Salvador) – Gols: Kieza, Rodrigo Lindoso, Léo Gomes (contra) e Erik

30/9 – Botafogo 2 x 2 São Paulo – Estádio Nilton Santos (Rio de Janeiro) – Gols: Jean e Kieza

9/10 – Botafogo 1 x 1 Vasco – Estádio Nilton Santos (Rio de Janeiro) – Gols: Luiz Fernando

15/10 – Ceará 0 x 0 Botafogo – Arena Castelão (Fortaleza)

20/10 – Botafogo 0 x 1 Bahia – Estádio Nilton Santos (Rio de Janeiro)

27/10 – Atlético-PR 2 x 1 Botafogo – Arena da Baixada (Curitiba) – Gols: Brenner

4/11 – Botafogo 1 x 0 Corinthians – Estádio Nilton Santos (Rio de Janeiro) – Gols: Rodrigo Lindoso

10/11 – Botafogo 2 x 1 Flamengo – Estádio Nilton Santos (Rio de Janeiro) – Gols: Erik e Leonardo Valencia

15/11 – Chapecoense 0 x 1 Botafogo – Arena Condá (Chapecó) – Gols: Luiz Fernando

18/11 – Botafogo 1 x 0 Internacional – Estádio Nilton Santos (Rio de Janeiro) – Gols: Erik

21/11 – Santos 1 x 1 Botafogo – Vila Belmiro (Santos) – Gols: Brenner

26/11 – Botafogo 2 x 1 Paraná – Estádio Nilton Santos (Rio de Janeiro) – Gols: Erik (2)

1/12 – Atlético-MG 1 x 0 Botafogo – Arena Independência (Belo Horizonte)

Fonte: Gazeta Esportiva