O Botafogo conseguiu escapar do rebaixamento, em 2019 e tem deixado o torcedor otimista para 2020 a cada avanço rumo à mudança de gestão do futebol para o modelo empresarial. As declarações dos integrantes do recém-criado Comitê de Transição, no entanto, têm sido marcadas pela cautela e pragmatismo. Um deles, o ex-presidente Carlos Augusto Montenegro, disse em entrevista à Rádio Brasil, na última terça, que a folha salarial dos jogadores será reduzida de cerca de R$ 3 milhões para R$ 1 milhão, na próxima temporada. Se confirmado, o  Glorioso pode ter uma das menores despesas  com remuneração entre os times de Série A do Brasileirão.

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Segundo ranking divulgado pelo blog do jornalista Mauro Cezar Pereira, atualizado pela última vez em outubro, o Botafogo ocupava a 14º colocação entre os clubes com maiores gastos com salários registrados nas carteiras de trabalho dos atletas profissionais, a CLT. Ficaram fora do cálculo os direitos de imagem, cujos valores não podem ultrapassar 40% da remuneração.

Apenas o CSA teve um gasto mensal inferior a R$ 1 milhão em 2019. O clube alagoano pagava aos jogadores cerca de R$800 mil e acabou o Campeonato rebaixado, em 18º lugar na tabela de classificação. Também gastaram menos que o Glorioso Fortaleza (R$ 2,4 milhões), Chapecoense (R$ 1,8 milhão), Avaí (R$ 1,4 milhão) e Ceará (R$ 1,3 milhão). Entre estes, apenas o Tricolor cearense, em nono lugar, com 53 pontos, terminou melhor colocado que o Alvinegro, em 15º lugar no Campeonato.

Entre os desembolsaram cifras superiores às do clube de General Severiano, apenas o Cruzeiro terminou abaixo na tabela. O clube mineiro terminou o ano com a terceira maior folha salarial do Brasil, desembolsando por mês R$ 7,6 milhões, atrás apenas do dos paulistas Corinthians (R$8,1 milhões) e Palmeiras (R$8,8 milhões).

Além destes, quatro novas equipes vão disputar a Série A na próxima temporada: Bragantino, Sport, Coritiba e Atlético-GO.

Na busca por equilibrar as contas, além de prometer reduzir a folha salarial para R$ 1 milhão, Montenegro afirmou que o clube vai manter uma postura passiva no mercado e só vai buscar reforços, em caso de perda de peças fundamentais para o elenco. A prioridade vai ser quitar todas as pendências com atletas e funcionários.

Espinosa reforça discurso

Após a saída de Anderson Barros para o Palmeiras, o Botafogo agiu rápido e trouxe Valdir Espinosa para ocupar o cargo de gerente técnico do futebol. Na apresentação oficial do novo dirigente, no último sábado, o treinador campeão carioca pelo clube, em 1989, reforçou a necessidade de todos se ajudarem para vencer o momento de dificuldades vivido pelo clube.

– Quando existem as dificuldades, você não pode sentar e lamentar. É preciso saber que elas existem e enfrentá-las. Vi aqui dirigentes que sabem a importância disso. Ninguém está satisfeito com o momento do Botafogo. Vamos lutar pra conseguir resolver todos os problemas. Estou chegando hoje e não posso sentar e dizer que não vai dar certo. Vou passar isso a toda a comissão técnica e aos jogadores. Espero que isso faça o Botafogo ter sua estrela brilhando cada vez mais – afirmou Espinosa.

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Fonte: Terra