Botafogo sofre no Brasileiro com apagões em momentos cruciais dos jogos

Compartilhe:

Logo em sua estreia na Copa do Brasil, na última quarta-feira, o Botafogo voltou a pagar por um pecado que já é recorrente no Brasileiro. Na derrota para o Ceará, os gols saíram aos 15 e aos 47 minutos do primeiro tempo. Foi o repeteco de uma sina: levar gol no início de um dos tempos ou no fim da etapa inicial.

No Campeonato Brasileiro, dos 18 gols sofridos pelo time do técnico Vagner Mancini, 11 saíram nesses períodos. Tais apagões ajudam a explicar a campanha irregular da equipe. Nas nove partidas em que foi vazado nesses trechos do jogo, o time só conseguiu reagir no placar uma vez.

Foi na segunda rodada, em pleno Maracanã, quando o Botafogo viu o Internacional abrir o placar logo aos 8m, e depois ampliar aos 35. Com Emerson Sheik inspirado em sua estreia — fez um gol e deu uma assistência — o Glorioso chegou ao empate.

Em contrapartida, diante de São Paulo, Bahia, Goiás e Figueirense, o gol adversário saiu também nos 15 minutos iniciais do primeiro ou do segundo tempo, e o Botafogo não teve poder de reação. No caso do time catarinense, a bola entrou sem que os alvinegros sequer tivessem passado do meio-campo.

A única vez em que o Botafogo saiu na frente e permitiu o empate nessa faixa de tempo foi contra o Cruzeiro.

Já nos duelos com Atlético-PR, Grêmio e Sport, o Botafogo bobeou nos últimos cinco minutos da etapa inicial, sofreu gols e perdeu a oportunidade de ir para o intervalo com o empate no placar.

Para o volante Gabriel, esses momentos em que o time parece ficar “fora do ar” exigem um poder de reação que nem sempre vem.

— Se leva um gol no início, fica difícil depois empatar ou virar. A gente tem que ficar mais atento — disse o volante Gabriel, lembrando que, na maioria desses casos, o adversário era um time de menor expressão . — Contra os chamados grandes, não entramos desconcentrados como aconteceu contra o Ceará.



Fonte: Extra Online
Comentários