25 de maio não é um dia qualquer na vida de Camilo. Há um ano, o meia, que estava no Al-Shabab, da Arábia, acertava a sua vinda para o Botafogo (estreou no dia 26 de junho, na vitória por 3 a 2 sobre o Internacional). Aos 30 anos, o jogador realizava o sonho de vestir a camisa de um time grande do futebol carioca.

Nesses 12 meses de Botafogo, Camilo entrou em campo 50 vezes e marcou sete gols (seis em 2016 e um em 2017). Nesse período, o camisa 10 vivenciou torcida invadindo treino para fazer cobranças, fez gol de bicicleta, botou o Alvinegro na pré-Libertadores, teve conversa em particular com o treinador Jair Ventura para conversar sobre posicionamento e ajudou a equipe a chegar às oitavas de final da competição sul-americana.

Em entrevista ao Esporte Interativo, Camilo falou sobre tudo: marca de 50 jogos pelo Botafogo, renovação de contrato, conversa franca com Jair Ventura, momento mais complicado no clube e revelou que o filho Matheus, recém-nascido, vai ser alvinegro.

Esperava que o Botafogo chegasse onde chegou?

Pelo o que vi quando cheguei… realmente é algo maravilhoso. Muito feliz por tudo que está acontecendo. Estou ajudando o Botafogo a crescer, a chegar nas competições importantes. Isso é fruto de muito trabalho e estou muito feliz por tudo isso.

Como é chegar à marca de 50 jogos com a camisa do Botafogo? (Camilo completou 50 jogos diante da Ponte Preta)

Legal… Marca importante. Uma sequência boa. Feliz por chegar à marca de 50 jogos com a camisa de um grande clube.

Você não tem contusão. Essas dores incomodam bastante?

Desde a partida contra o Barcelona de Guayaquil-EQU, aqui em casa, eu senti essa dor, uma dor muito aguda (na coxa)… Fico feliz que não tenho lesão desde que cheguei ao Botafogo, vai fazer um ano sem lesão… Só que essa dor incomoda muito em termo de chutes… Até entrar no jogo contra o Grêmio, eu só treinei dois dias, dos 12 que ficamos parados. Acredito que o trabalho que estamos fazendo de fortalecimento, essa dor logo vai passar.

Qual foi o momento mais complicado aqui no Botafogo?

O momento mais complicado foi na minha chegada. O time na zona de rebaixamento, torcida cobrando no treino. A outra pressão é a cada jogo fazer uma boa partida.

O seu contrato vai até maio de 2018, mas já iniciaram conversas para a renovação. Alguma novidade?

Teve uma primeira reunião, que não teve nenhum acordo com entre ambas as partes. Mas a gente vai conversar e tenho certeza que o Botafogo e os meus representantes vão chegar a um acordo.

O que de fato aconteceu entre você e Jair Ventura?

Situações de futebol. A gente teve uma reunião, mas algumas palavras soaram erradas de ambas as partes. Mas está tudo resolvido e estamos tocando o trabalho novamente e a gente está aí crescendo juntos.

O que gosta de fazer nas horas vagas aqui no Rio de Janeiro?

Gosto de ficar com a minha família. Agora veio o Matheus (segundo filho de Camilo recém-nascido). Mas quando tem folga, o que é difícil, gosto de ir à praia.

Por falar no Matheus… Ele vai ser torcedor do Botafogo?

Vai… Já está uniformizado com a roupa do clube. Vai até virar sócio-torcedor (risos). Sou muito feliz de estar jogando na minha cidade… Matheus veio para agregar na minha vida, da minha esposa e da Fernanda, a minha filha mais velha.

O que faltava para voltar a demonstrar um bom futebol este ano?

A situação de estar jogando fora da posição, a gente teve pouco tempo de preparação… Acredito que seja isso. Espero ajudar o Botafogo, que agora está chegando nas competições mais difíceis.

Botafogo tem condição de chegar no G-5 no Brasileiro?

Acho que é muito cedo para fazer uma projeção. Creio que vamos nos qualificar com a chegada de mais jogadores. No Campeonato Brasileiro você precisa de elenco para fazer um bom campeonato.

Flamengo e Botafogo tiveram investimentos distintos este ano, mas o Alvinegro chegou mais longe na Libertadores. Qual foi a diferença entre as duas equipes?

O diferencial foi a pré-Libertadores no início. O trabalho… o resultado disso é trabalho e união. Fomos bem fora de casa. Você indo fora de casa, é um diferencial.

Acha que o Botafogo chega com mais respeito às oitavas de final?

A gente vai caminhando, né. Espero que a gente continue calando a boca dos críticos. Vamos crescendo de degrau em degrau.

De 0 a 10, qual é a chance do Botafogo de conquistar a Libertadores?

Hoje eu diria que é 10, por tudo que passamos. Mas é muito cedo. Temos que jogar jogo a jogo. Tem várias equipes qualificadas na competição.

Confira, abaixo, o vídeo da entrevista completa com o meia Camilo.

Fonte: Esporte Interativo