O presidente do Vitória, Alexi Portela, quer abrir as fronteiras do futebol brasileiro para o ingresso de mais jogadores estrangeiros em cada partida. Atualmente, não há limite para contratação de estrangeiros, mas cada clube – segundo o Regulamento Geral de Competições – só pode colocar em campo, ao mesmo tempo, três deles.

A campanha, que tem apoio de outros clubes – como o Grêmio – tem a intenção aumentar a qualidade técnica dos times do futebol nacional, aliando ao maior conforto financeiro, já que os salários pagos aos gringos, em geral, são menores em comparação aos dos brasileiros atuantes nos times grandes.

– É um pleito nosso. Acho que esse número tem que aumentar para cinco ou seis. No caso do Vitória, os estrangeiros deram certo. Como os salários aqui do Brasil estão altos, contratar lá fora é mais barato e isso ajudaria a equiparar tecnicamente os nordestinos aos clubes do Sul e Sudeste – argumenta Portela ao LANCE!Net, empolgado com o desempenho dos argentinos Maxi Biancucci e Escudero, além do paraguaio Cáceres.

O dirigente diz ter começado a fazer um lobby junto a membros da CBF, mas a conversa ainda não chegou a instâncias superiores, como o presidente José Maria Marin e o diretor de competições Virgílio Elísio, que afirma desconhecer a proposta.

– Não falei com os dirigentes oficialmente, mas já conversei informalmente com gente lá de dentro. Tenho feito contato com alguns clubes e a resposta tem sido positiva – completou o presidente do Vitória, cuja intenção de mudança é já para 2014.

Segundo Portela, o Vitória já iniciou contatos com jogadores que atuam no futebol sul-americano para a próxima temporada, mas o dirigente não quis revelar quais são.

APOIO NO SUL

O Grêmio não pensa tanto no lado financeiro, mas é um dos que apoiam a iniciativa. Atualmente, o time gaúcho tem Vargas, Barcos, Riveros e Maxi Rodríguez no elenco e não pode escalá-los ao mesmo tempo. O L!Net apurou que os dirigentes gaúchos chegaram a cogitar levar a ideia para fazer parte dos pleitos do Bom Senso, mas recuaram, com o intuito de evitar conflitos entre os jogadores por causa da reserva de mercado. Os gremistas chegaram a pensar no movimento no começo do ano, mas deixaram o tema de lado.

Fonte: Lancenet!