Problema para um, oportunidade para outro. O gol do Botafogo virou a nova dor de cabeça do técnico Zé Ricardo, nesta quarta-feira, após exames de imagem apontarem fratura em dedo da mão direita de Gatito Fernández. Diego Cavalieri, que vinha sem jogar há mais de um ano, substituiu o paraguaio na derrota para o Volta Redonda, sábado passado, e deve manter a posição.

Gatito corre risco até de perder os amistosos da seleção paraguaia, no fim do mês, contra Peru e México. O Botafogo estuda maneiras de acelerar a recuperação, que costuma durar um mês em casos como este. O goleiro começou a sentir dores durante treinamento no fim da última semana e acabou vetado da partida de sábado. Ontem, Gatito colocou as luvas para participar do treinamento, no Nilton Santos, mas usou só os pés e a cabeça.

Cavalieri, por sua vez, terá na ausência de Gatito uma oportunidade de aumentar seus minutos em campo pelo Botafogo. Antes de estrear pelo Alvinegro, diante do Volta Redonda, o goleiro vinha sem atuações oficiais desde sua dispensa do Fluminense, em 2018. Cavalieri teve ainda uma gastroenterite no início do ano, e passou duas semanas fora dos treinos.

Ontem, em entrevista coletiva dada antes da confirmação da fratura de Gatito, Cavalieri se mostrou feliz com o desempenho na sua estreia, apesar da derrota.

— Foi positivo por estar muito tempo parado. Estava bem tranquilo. O grupo e a comissão técnica passaram confiança — afirmou.

As lesões têm atormentado o Botafogo neste início de ano. O zagueiro Joel Carli, que machucou o joelho direito, deve ficar fora até abril. Leo Valencia, João Paulo e Igor Cássio já tiveram problemas musculares e voltaram recentemente aos treinos.

Fonte: Extra Online