O paraguaio Zeballos, o brasileiro Daniel e o argentino Tanque Ferreyra. O trio ofensivo do Botafogo que, hoje, às 18h30m, entrará no Maracanã para enfrentar a Chapecoense não é só composto por jogadores de países diferentes. Eles têm em comum o fato de em nenhum momento terem sido titulares absolutos de Vágner Mancini.

Os três terão a companhia do peruano Ramírez no meio e a missão de provar que o setor pode ser criativo, o que o próprio treinador reconheceu que não tem acontecido. Se contra o Fluminense participaram dos dois gols, nada criaram contra o Figueirense. Em 16º, o time precisa da vitória para se distanciar da zona de rebaixamento.

— O Zeballos vinha jogando quando cheguei, mas teve uma queda e saiu do time. E ele voltou bem contra o Fluminense. O Ramírez está chegando ao clube, mas já melhorou. O Daniel é um atleta que oscila, em função da idade (20 anos). Em determinados momentos, faz grandes jogadas, mas cai em outros — explicou o técnico.

Tanque voltou como titular e faz hoje sua terceira partida seguida. Ainda sem ter feito gol em cinco jogos pelo Brasileiro, ele retorna hoje ao estádio em que deixou pela última vez sua marca. Foi na vitória sobre o Independiente del Valle, do Equador, em 18 de março.

— O Tanque tem uma forma de jogar que acaba ajudando o sistema ofensivo. Ele briga em todas as bolas. Embora não seja um atleta de velocidade, ele compensa isso — disse Mancini. — Ele é importante no jogo aéreo, tanto ofensivamente quanto defensivamente. Com o Tanque, tenho um homem a mais na área, o que vinha sendo um problema.

Com Emerson, Carlos Alberto e Wallyson fora, Mancini tem poucas opções entre os reservas. Yuri Mamute, que chegou ontem de viagem com a seleção sub-20, estará no banco hoje. Para Mancini, o setor ofensivo precisa ganhar entrosamento, como acredita já ter acontecido na defesa.

— A oscilação tende a acontecer mais no ataque, porque são os jogadores que mais erram por serem os que mais arriscam — disse o treinador, que espera um time mais ligado do que contra o Figueirense. — Os atletas têm de perceber que, quando insistem muito em uma jogada que não dá certo, é porque não vai servir.

DÓRIA SEGUE NO BANCO

Não é só o ataque que será o mesmo dos últimos dois jogos. Todo o time é o mesmo que venceu o Fluminense e perdeu para o Figueirense. Com isso, Dória segue barrado na zaga, que terá André Bahia ao lado de Bolívar. O zagueiro de 19 anos vive seu pior momento entre os profissionais. Para Mancini, algo natural pela idade do jogador.

— Ele cometeu erros individuais em sequência que nos custaram caro. Saiu do time até para mostrar a um jovem o que está acontecendo. São reciclagens que todo atleta tem que ter — disse Mancini. — No Brasil, temos que acabar com essa história de “sou o titular, sou o dono da camisa”. Tem que entender (a substituição), e o Dória entende. Ele é um menino inteligente e sabe o que é melhor para a equipe.

Os ingressos para a partida de hoje custam de R$ 20 a R$ 50 e podem chegar a R$ 10 para quem tem direito a meia-entrada. Haverá venda em General Severiano, das 10h às 13h. No Maracanã, a partir das 10h.

BOTAFOGO: Jefferson, Edílson, Bolívar, André Bahia e Júnior César; Aírton, Gabriel, Ramírez e Zeballos; Daniel e Tanque Ferreyra.

CHAPECOENSE: Danilo, Fabiano, Jailton, Rafael Lima e Ednei; Wanderson, Dedé, Abuda, Camilo e Zezinho; Bruno Rangel.

Fonte: O Globo Online