A derrota em casa para o Sampaio Corrêa no último sábado deixou o ABC com chances remotas de permanência na Série B do Campeonato Brasileiro em 2016. Na 18ª colocação, com 28 pontos, a direção alvinegra já começa a articular o planejamento para os últimos cinco jogos da competição e estuda até vender um mando de campo para quitar débitos adquiridos durante a temporada.

No último dia 27 de agosto, o clube havia descartado uma proposta para mandar o jogo contra o Botafogo no Mané Garrincha, em Brasília. Na ocasião, a notícia foi dada após o Mais Querido reatar a parceria com o consórcio Arena das Dunas. O Mais Querido tem ainda mais duas partidas como mandante. No dia 13 de novembro, enfrenta a já rebaixada equipe do Mogi Mirim, pela 36ª rodada. No dia 21 de novembro, pela 37ª rodada, encara o atual líder da competição, o Botafogo.

Ao GloboEsporte.com, o vice-presidente administrativo e de relações institucionais do ABC, Rogério Marinho, explicou que a negociação será debatida em reunião entre a direção do clube e a comissão técnica. Um dos pontos da reunião será, inclusive, a manutenção de alguns jogadores para 2016.

– Nós vamos ver esse ponto juntamente com a nossa comissão técnica. Estou no clube, junto com outros dirigentes, para conversarmos sobre esse e outros assuntos. Nesse momento, o que temos que fazer é terminarmos a competição de uma forma digna, caso sejamos rebaixados. O que podemos fazer depois disso é avaliarmos os jogadores que ficarão no clube para diminuir um eventual passivo que nos restará – contou.

Uma situação semelhante aconteceu em julho deste ano, quando o Avaí recusou uma proposta de uma empresa para levar o duelo da 17ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série A, contra o Fluminense, para o estádio Mané Garrincha, em Brasília. Em troca, receberia R$ 700 mil.

Questionado se a venda de um mando de campo para outro estado poderia ser tratada como uma forma de desrespeito o torcedor abecedista que comparece aos jogos no Frasqueirão, Rogério Marinho esclareceu que “o maior desrespeito ao torcedor alvinegro seria deixar o ABC com um déficit financeiro”. A justifica do dirigente se refere aos processos trabalhistas que o clube enfrenta contra ex-jogadores, que pedem a penhora de bens e de bloqueio de renda dos jogos como mandante do time potiguar.

– Eu não vejo nem como desrespeito ao clube nem ao nosso torcedor. O maior desrespeito ao torcedor alvinegro que poderíamos fazer seria deixar o ABC com um déficit financeiro, com o descrédito de investidores e com descrédito dos torcedores. Nesse momento, é necessário pensar com a razão e não com a emoção. Por isso, estuda-se a venda de um mando de campo para outra cidade, já o regulamento da CBF nos proíbe a inversão no mando de campo – finalizou.

Fonte: Cenário MT