O Botafogo não se acuou e conquistou a classificação na Copa Sul-Americana, mas ainda há pontos para serem corrigidos. Diante do Defensa y Justicia, no Estádio Norberto Tomaghello, o Alvinegro goleou por 3 a 0, jogou com Luiz Fernando centralizado e o camisa 7, novamente, não conseguiu desenvolver o seu potencial na posição.

Zé Ricardo tem optado por essa formação, que conta com Luiz Fernando mais recuado se comparado à sua posição original, nas últimas partidas. Apesar do bom rendimento da equipe, embalada por quatro vitórias consecutivas, e sem levar gols, o camisa 7 vem destoando e mostra sinais de que não se adaptou à nova função.

O um contra um, provavelmente o principal atributo de Luiz Fernando, não tem sido potencializado nessa posição, já que, na maioria das vezes, recebe a jogada quando está de costas e, para não ser desarmado, acaba passando a bola rápido, o que impossibilita que ele parta para cima dos adversários.

Além disso, Luiz Fernando tem mostrado dificuldade em dar continuidade nos passes em campo. Contra o Defensa y Justicia, o atleta, de acordo com o site “Sofascore”, acertou apenas 53% dos toques que deu, errando todas as tentativas de lançamentos e cruzamentos.

A ideia de uma equipe mais leve é válida e o Botafogo está se tornando uma equipe efetiva nos contra-ataques, porém, até aqui, Luiz Fernando parece não se encaixar nesse sistema. Apesar da boa fase, esse é um dos dilemas que Zé Ricardo terá que resolver nos próximos dias.

NOVAS OPÇÕES PARA O SETOR

Na reta final do jogo contra o Defensa, Zé promoveu a volta de Valencia, recuperado de pancada e que fez a sua primeira partida em 2019. O chileno terminou 2018 como o líder de assistências do time e titular absoluto. Resta saber se o treinador já o escalará entre os 11 na próxima rodada.

Outros jogadores que farão sombra a Luiz Fernando – caso o jogador de Tocantinópolis (TO) permaneça como meia – são João Paulo e Cícero. O primeiro, mais um que é peça importante e líder do elenco, também está recuperado de um contratempo e vai aumentar a concorrência no setor.

O segundo, por sua vez, foi apresentado oficialmente na última segunda-feira e avisou que o processo para estrear pelo Botafogo é marcado pela cautela.

– Não adianta dar um passo maior do que a perna. Depois das férias, fiquei mais um mês parado. Treinava um pouco para não ficar totalmente parado, mas é diferente de trabalhar com um grupo. Não quero ter pressa – disse Cícero, de 34 anos idade.

Fonte: Terra