Com apenas duas rodadas disputadas, a tabela do Campeonato Brasileiro apresenta um panorama ainda turvo. Mas, no Botafogo, o desconforto com o futebol apresentado e o 17º lugar é claro. Para evitar que a crise chegue a General Severiano no início da competição, o Alvinegro encara o Atlético-PR, às 19h30m desta quarta-feira, no estádio Mário Helênio, em Juiz de Fora (MG).

A sensação de que a equipe joga perto de seu limite — e de que este pode não ser suficiente para garantir uma trajetória tranquila na Primeira Divisão — deixa a torcida receosa. Na segunda-feira, um grupo de alvinegros protestou em frente à sede e pichou o muro com os dizeres “queremos jogador”. Nesta teça, o presidente Carlos Eduardo Pereira criticou a atitude.

“Todas essas dificuldades eram previsíveis, e tínhamos certeza de que nossa volta à Série A seria um novo processo de reconstrução. Pichações ou ameaças aos dirigentes só servirão para tumultuar o ambiente. Precisamos de união”, escreveu nas redes sociais.

O atacante Neilton, que tem recuperado seu espaço na equipe, trata a pressão atual com naturalidade.

— A torcida vem cobrando bastante, mas isso é normal em um time grande — ressalta o jogador de 22 anos.

O adversário desta quarta-feira vive situação semelhante e ainda não venceu no Brasileiro. Depois de ser goleado pelo Palmeiras, por 4 a 0, na estreia, empatou em 1 a 1 com o Atlético-MG, em casa.

— Eles vão com tudo, e nós também. Não tivemos bons resultados ainda, mas estamos trabalhando para conseguirmos a primeira vitória contra o Atlético-PR — garante Neilton.

Com dores musculares, o zagueiro Carli, o meia Lizio e o atacante Luis Henrique são desfalques. Destaque da base, o centroavante Renan Gorne foi relacionado.

Fonte: Extra Online