Um assunto que parecia adormecido havia quatro anos reapareceu com toda a força no Botafogo nos últimos dias. A Odebrecht passou a cobrar um empréstimo de R$ 20 milhões feito ao clube entre 2013 e 2014. O Alvinegro, por sua vez, suspeita de irregularidades e apresentou notícia-crime contra a gestão passada, alegando que o empréstimo foi para beneficiar o Consórcio Maracanã, do qual a Odebrecht faz parte — na época, o Estádio Nilton Santos foi interditado pela prefeitura.

Até ontem à tarde, porém, o documento que dá conhecimento ao réu sobre a cobrança não havia chegado ao clube, segundo seu vice jurídico, Domingos Fleury.

— O Botafogo não foi citado de qualquer ação ajuizada pela Odebrecht — afirmou ele ontem ao Jogo Extra.

Em nota, a Odebrecht diz que “firmou contrato lícito de empréstimo com o Botafogo em 2013 e, como não houve pagamento por parte do clube, ajuizou ação de cobrança em outubro, tendo o juiz determinado a citação do Botafogo, na última sexta-feira (dia 20)”. Segundo o site do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, a ação foi aberta no dia 4.

Uma entrevista dada pelo presidente Carlos Eduardo Pereira em janeiro, na qual ele confirma a entrada dos pagamentos no clube, passou a circular novamente na internet, como espécie de “prova” de que os recursos não foram desviados pela gestão anterior como parte de um acordo escuso.

— A gente já identificou as entradas — afirmou ele, que disse ainda: — Como credor, eles não fizeram qualquer movimento com relação ao Botafogo. E como devedor, eu estou quieto, porque não tenho condições de pagar.

Há também um inquérito sobre a interdição do Nilton Santos no Ministério Público do Rio. O órgão afirmou em nota que aguarda uma análise do Tribunal de Contas do Município sobre o acordo que fez o estádio fechar.

Fonte: Extra Online