Outra dificuldade que o Botafogo tem para concretizar o sonho do Museu Nítlton Santos é de catalogar tudo o que possui do ídolo. Segundo Padilha, são centenas de peças históricas relacionadas ao ex-lateral como, por exemplo, o Golden Foot, peça que eternizou os pés de Nílton na Calçada dos Campeões, em Mônaco.

Em vida, Nílton presentou amigos e conhecidos com peças que fazem parte da história do futebol. Uma dezena dessas peças pertence ao carioca Damázio Dezidério, ex-carnavalesco que, em 2002, idealizou o enredo da Vila Izabel em homenagem ao ex-jogador.

Torcedor alvinegro, Damázio guarda, há mais de uma década, uma mala com camisas, shorts, casacos e um par de chuteiras de Nílton, usadas nas Copas de 58 e 62. O torcedor exalta a ideia de um museu e espera conversar com o clube sobre o que fazer com as peças que possui.

— Essa mala guarda parte da história de um dos maiores jogadores de futebol — disse Damázio, que anos atrás ameaçou queimar tudo o que tinha caso não negociasse o que lhe foi dado por Nílton Santos.

— Estava emocionado com aquela situação. Garanto que só converso com a CBF ou com o Botafogo sobre essas peças — disse o torcedor.

Com um orçamento apertado, a diretoria do Botafogo não cogita comprar qualquer peça histórica sobre Nílton. O clube, porém, está aberto a doações e parcerias.

Fonte: Extra Online