O começo do Botafogo no Campeonato Carioca foi o pior possível. Com duas derrotas em dois jogos disputados, o Alvinegro é o último colocado do Grupo A da Taça Guanabara. A escolha por jogar a competição com um time alternativo, portanto, não se pagou, pelo menos, nos compromissos iniciais do Estadual. Agora, cabeará ao elenco principal correr atrás do atraso.

Contra Volta Redonda e Madureira, o Botafogo não criou nenhuma chance real de marcar – vale ressaltar que o Alvinegro teve um gol mal anulado diante do Tricolor Suburbano. A criação de chances foi, diante de um turbilhão de defeitos, o principal problema da equipe comandada por Bruno Lazaroni. Com três uma tríade de volantes – Caio Alexandre, Luiz Otávio e Gustavo Bochecha -, a bola custou para chegar ao setor ofensivo.

O último destes, inclusive, foi uma decepção nas duas partidas. Teoricamente, o meio-campista seria um dos líderes do Botafogo “alternativo”, mas deixa as primeiras rodadas do Carioca com um saldo negativo. Se Bochecha já não tinha respaldo com Alberto Valentim – o volante atuou apenas três vezes com o treinador no ano passado -, o caminho para a equipe titular pode ficar ainda mais longo.

Se o meio-campo e o ataque não conseguiram se comunicar, a coisa não foi muito diferente com a defesa. A equipe de Lazaroni deu muitos espaços nas laterais, ocupadas por Fernandes, na direita, e Lucas Barros, na esquerda, e sofreu com os contra-ataques. Os adversários, portanto, tiveram campo para atacar – o Alvinegro, vale ressaltar, até saiu no lucro com apenas três gols levados somando as duas partidas. Com um time repleto de garotos – muitos deles estreando profissionalmente -, o Botafogo foi dominado nas duas partidas. Por outro lado, Caio Alexandre, chamando a responsabilidade de liderar as jogadas no meio-campo para si, e Ênio, titular contra o Madureira e ensaboado no um contra um, foram dois dos meninos que saíram dessas partidas com saldo positivo.

– Viver situações como essa não é bom, mas eles (os jovens) podem tirar lições e aprender para evoluir. Se tratando de jogadores jovens, o ideal é que entrem aos poucos, num time já formado. Em situações como essas, acaba sendo mais difícil para eles – afirmou Bruno Lazaroni, após a partida.

A escolha por um time alternativo foi aprovada quase por unanimidade pela comissão técnica e pelo comitê de futebol, visando uma pré-temporada mais longa e, consequentemente, um preparo maior. Os atletas principais, contudo, já chegarão ao Rio de Janeiro com a responsabilidade, diante a cultura imediatista que cerca o país, de correr atrás de resultados positivos. O Glorioso enfrenta o Macaé, às 19h, no Estádio Nilton Santos, já com o elenco completo.

Fonte: Terra