Motivado pela vitória por 3 a 1 no clássico contra o Cruzeiro, no Mineirão, o Atlético-MG volta ao Independência para receber o Botafogo em um compromisso importante contra um concorrente por uma vaga para a próxima Copa Libertadores. A partida também marcará o reencontro do técnico Oswaldo de Oliveira com Jair Ventura. Os dois trabalharam juntos em 2012 e 2013, quando Jair ainda era auxiliar de Oswaldo no comando do time. Desta vez, além dos três pontos e da aproximação com o G-7, o jogo valerá também um jantar com direito a vinho. Sugerida por Jair, a aposta foi prontamente aceita pelo comandante atleticano.

“Isso é legal (risos). O Jajá é um amigão, né?. Embora de outra geração, ele é mais amigo do meu filho, na verdade. Mas é um amigão que eu fiz. Trabalhamos dois anos juntos no Botafogo, ele me ajudou bastante, superamos muitas dificuldades. Ter essa relação mais amistosa é muito bom. Nos encontramos em uma viagem, foi muito legal. Excelente pessoa, além de profissional. Mas está aceita, ‘vambora’!. Duro vai ser arrumar tempo para pagar, mas quem sabe nas férias”, brincou o técnico do Galo.

Atualmente em décimo lugar com 41 pontos, a distância que separa o Atlético do Botafogo é de seis pontos. Um eventual triunfo poderá diminuir essa distância, além de aumentar a confiança do grupo e ganhar uma sequência positiva de resultados. Apesar disso, Oswaldo sabe que a parada será complicada dentro de casa diante de um dos clubes mais competitivos de 2017.

“O Botafogo é um time que, na minha opinião, foi o time mais equilibrado o tempo todo. Apesar das desclassificações na Copa do Brasil e na Libertadores, é uma equipe que vende muito caro a derrota. Talvez seja o time mais competitivo do campeonato. É uma equipe que está exibindo uma situação tática de ataque e defesa muito boa. É uma equipe mais difíceis de ser batida no campeonato”, acrescentou.

Com 30 dias recém-completados na equipe, Oswaldo quer ver em campo um pouco de cada Atlético nas três vitórias que alcançou nos seus primeiros seis jogos, além de se inspirar também nas outras boas apresentações que não terminaram em triunfo.

“O aspecto que mais gostei foi o Atlético-PR (primeiro jogo no comando da equipe). Contra o São Paulo nós jogamos muito bem, mas com outra perspectiva. Em casa, apesar de todo o cenário negativo que pairava, a equipe se saiu bem. O clássico no domingo passado foi um jogo muito difícil, a gente já esperava. E eu tenho também uma referência muito boa do jogo em Recife. Embora tenhamos empatado (1 a 1 contra o Sport), no segundo tempo jogamos para vencer. Tivemos três boas chances para vencer e não contamos com o Robinho. De cada um temos que tirar um pouquinho, e foi o que pedi para eles na reunião que tivemos. A gente está colhendo dessas experiências que estamos tendo para montar aquilo que consideramos necessário”, concluiu.

Fonte: UOL