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Em entrevista, candidatos falam de raízes alvinegras e detalham seus projetos

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O Fala Glorioso deu início a uma série de entrevistas com os candidatos à Presidência do Botafogo FR, em que nós abordamos questões polêmicas do clube, planos e projetos de campanha e outros temas que envolvem o Glorioso. Participaram da entrevista os candidatos Marcelo Guimarães (do Grande Salto), Carlos Eduardo Pereira (Mais Botafogo) e Vinícius Assumpção (Vinícius Presidente).

Ao todo, 13 temas foram desenvolvidos e todos os candidatos puderam expor seus pensamentos, apresentar soluções e falar sobre os projetos que eles consideram prioritários se forem eleitos. Os candidatos ainda tiveram 1 tema livre.

Nessa primeira parte da entrevista, falamos sobre Centro de Treinamentos, políticas dentro do clube, General Severiano e dois dos temas mais polêmicos envolvendo a atual gestão do clube: o fechamento do Engenhão e a crise financeira.

Abri a entrevista com a chance de que todos os candidatos pudessem falar sobre suas ‘raízes botafoguenses’ e fizessem suas apresentações ao torcedor botafoguense. Carlos Eduardo Pereira, é administrador de empresas. Vinícius Assumpção é Secretário de Desenvolvimento Econômico Solidário da Prefeitura do Rio de Janeiro, e Marcelo Guimarães é diretor da empresa Vértice Comunicação e Qualificação.

Todos são botafoguenses mesmo. Carlos Eduardo é filho de botafoguenses, casado com uma botafoguense que conheceu em General Severiano e tem um cachorro chamado Biriba. Vinícius é um dos conselheiros mais jovens da história do Botafogo e desde jovem acompanha o clube pelo Brasil a fora. E Marcelo Guimarães é neto de Julio Guimarães, filho de Aguinaldo Guimarães e de Hecy Camillo Guimarães e pai de Manuela Guimarães, todos Botafoguenses.

marcelo guimarc3a3es mkt 4 EXCLUSIVO: Candidatos à presidência do Botafogo são entrevistados pelo Fala Glorioso

Confira na íntegra a entrevista completa:

THIAGO RIBEIRO (FALA GLORIOSO): Boa tarde, candidatos. Primeiramente agradeço pela atenção e pela participação na entrevista.
Sabemos que o torcedor, principalmente o botafoguense, gosta que o comando do seu clube seja feito principalmente por pessoas com ‘raízes botafoguenses’. Antes de abordar os temas de campanha e projetos, queria que os Srs. falassem um pouco das suas trajetórias pessoais e suas histórias dentro do clube.

CARLOS EDUARDO PEREIRA: Tenho 56 anos, sou empresário, filho de botafoguense, casado com uma
botafoguense que conheci em General Severiano e já frequentava nossa sede desde os primeiros anos de vida, convivendo com os craques dos anos 60. Me envolvi com a política do Clube no começo dos anos 80 e tornei-me Conselheiro quando da eleição de Emil Pinheiro e assim tenho sido, desde então.
Nossa volta a General Severiano sempre foi um grande sonho pessoal. Participei da luta pelo tombamento da sede e tive o privilégio de ter sido o autor da proposta de criação da Comissão para Volta no Conselho
Deliberativo e participei dos trabalhos desta Comissão que nos trouxe de volta.
Fui VP Administrativo pelas próximas gestões, quando ganhamos a Copa Conmebol, em 1993 e VP Geral na de Carlos Augusto Montenegro, quando ganhamos o Campeonato Brasileiro de 1995.
Fui eleito Benemérito em 1994, participo ativamente da vida do Clube e concorri, representando a Chapa MAIS BOTAFOGO às eleições de 2011, obtendo quase 30% dos votos. Daí em diante, seguimos alertando os
Conselheiros e associados botafoguenses para os dias difíceis que estavam por vir, fruto da incapacidade gerencial desta Diretoria

MARCELO GUIMARÃES:  Sou carioca, neto de Julio Guimarães, filho de Aguinaldo Guimarães e de Hecy Camillo Guimarães e pai de Manuela Guimarães, todos Botafoguenses.
Sou formado em Administração de Empresas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, com especialização em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas e Marketing Digital pela Escola de Comunicação e Design Digital do Instituto Infnet.
Atualmente dirijo a Vértice Comunicação e Qualificação. Sou palestrante, consultor de planejamento e gestão, especialista em elaboração de projetos corporativos, conferencista e professor da cadeira de Marketing Avançado do MBA “Gestão Esportiva” da Trevisan Escola de Negócios.
Durante pouco mais de 3 temporadas atuei como Diretor de Marketing do Botafogo de Futebol e Regatas do Rio de Janeiro, mas antes de chegar ao Botafogo, trabalhei como executivo de grandes grupos nacionais e internacionais, dentre eles: C&A Modas, Aladdin Industries, Nutrícia Dietil, Scott Papper e Laboratório Merck Darmstad.
Em 2011 fui um dos 5 finalistas do prêmio Profissional de Marketing de Clubes do ano, promovido pela Pluri Consultoria e a Agência FanClub e atualmente circulo o país com a minha nova palestra: PAIXÃO S.A. Marketing, Criatividade e Inovação, inspirada no livro Paixão S.A. Como anda o marketing do clube do seu coração?

VINÍCIUS ASSUMPÇÃO: Sou formado em Administração de Empresas e Economia, atual Secretário de Desenvolvimento Econômico Solidário da Prefeitura do Rio de Janeiro, ex-presidente do Sindicato dos Bancários do Rio, umas das maiores e mais importantes entidades sindicais do país, um dos conselheiros mais jovens do Botafogo, membro atual do Conselho Deliberativo do clube, também nas duas gestões do ex-presidente Bebeto de Freitas. Fiz parte da comissão de volta a General Severiano. Nunca fiz parte de qualquer direção oficial do Botafogo e, mesmo assim, venho dentro das minhas possibilidades, ajudando o clube em diversas gestões. Membro do Movimento Carlito Rocha, grupo político interno. Tenho grande presença na arquibancada, onde fui membro das torcida CopaFogo, refundador da Torcida Jovem e presidente da Força Independente. Até hoje estou nas arquibancadas em todos os jogos e sei como ninguém, o que a torcida sente e espera de uma nova gestão.

carlos eduardo pereira EXCLUSIVO: Candidatos à presidência do Botafogo são entrevistados pelo Fala Glorioso

THIAGO RIBEIRO (FALA GLORIOSO): Mas por que querem ser presidente do Botafogo?

CARLOS EDUARDO: Certamente ocupar este cargo é um privilégio para qualquer botafoguense. Mas minha indicação veio de um consenso dos membros do MAIS BOTAFOGO e pode ser considerada como um desdobramento natural de nossa participação das últimas eleições. Não é uma candidatura hermética, pois o nosso Grupo sempre está aberto ao diálogo e para composições construtivas, na busca do melhor
para o Clube. Entretanto, gostaria de deixar registrado que, com esta gestão, não há composição possível.

MARCELO GUIMARÃES: A primeira justificativa vem da razão. De todos os atuais pré-candidatos, sou o único a ter ocupado um cargo de executivo remunerado no clube e isso me deu a absoluta convicção de que é possível mudar, desde que mudemos o modo atrasado de fazer política no Botafogo. Sou especialista em gestão e em elaboração de projetos corporativos, com foco em estruturação organizacional e geração de receitas. Se eleito, provavelmente serei o primeiro profissional de mercado a ocupar esse honroso cargo e me sinto preparado para esse duríssimo desafio.
Pelo viés de emoção, presidir o clube que aprendi a amar já com meu avô, é uma recompensa que a vida me proporcionará. Ainda me lembro quando muito criança entrei com minha família de Botafoguenses para assistir aquelas estrelas da geração 6768 desfilar em campo. De lá para cá, vivo intensamente nosso clube e alimento uma paixão que certamente, juntamente com preparo e razão, será o combustível desse grande desafio.

VINÍCIUS ASSUMPÇÃO: O Botafogo precisa reunir os grandes alvinegros, mudar a mentalidade atual e implementar um amplo e democrático processo de transformação no seu cotidiano. Precisamos ligar os elos da corrente que nos levará de volta ao topo do futebol brasileiro. Depois daquela eliminação da Copa do Brasil, resolvi que precisava agrupar todos aqueles que querem uma mudança radical, com uma gestão profissional, transparente, ética e democrática. Se isto não for feito imediatamente, em breve poderá ser tarde demais.  Tenho total certeza que posso liderar este processo, usando a minha principal habilidade, que é o diálogo.

thumb 18 EXCLUSIVO: Candidatos à presidência do Botafogo são entrevistados pelo Fala Glorioso

THIAGO RIBEIRO (FALA GLORIOSO): Nas eleições passadas, os candidatos Carlos Eduardo e o Maurício tinham planos parecidos quando o assunto era General Severiano e Centro de Treinamento. Os dois queriam tirar o futebol profissional de General Severiano. Gostaria que falassem um pouco mais sobre esse tema e, aproveitando, o CT de Marechal Hermes vai se tornar realidade? Em quanto tempo?

CARLOS EDUARDO: De fato, permita-me discordar da pergunta, pois não tínhamos planos parecidos quanto ao Centro de Treinamento. Existia uma diferença fundamental: enquanto a situação falava em vários centros de treinamento, com os campos do Engenhão, a manutenção de General Severiano para treinos esporádicos, o Caio Martins para treinos de profissionais/juniores e Marechal Hermes para as divisões de base, sempre defendemos a criação de um centro de treinamento único,integrando os profissionais e as divisões de base, fazendo assim uma sinergia entre esses dois setores para uma completa verticalização do Departamento de Futebol e melhor adaptação dos métodos de treinamento dos atletas, quando da passagem de categoria.
Essa medida é praticada pela maioria dos grandes clubes do mundo, e também reduz custos de maneira significativa, otimizando nossos conhecidos parcos recursos. De certo forma, foi uma sorte que as diversas “pedras fundamentais” lançadas pelo atual Presidente ao longo de seis anos, não tenham resultado na construção de nenhum CT, pois isso poderia ter significado o investimento em uma estrutura excessivamente cara e ineficiente.
Certamente que é uma meta a construção do nosso CT, mas dentro da visão de integração entre base e futebol profissional em um único lugar. Marechal Hermes não é o lugar mais apropriado para esse projeto e teremos que trabalhar para o estabelecimento de parcerias que nos permitam implementá-lo.
General Severiano representa toda a nossa história, tradições e sonhos.
Temos uma sede, um shopping que voltará a ser integralmente nosso em mais 30(trinta) anos, um ginásio poliesportivo, um parque aquático e tínhamos um CT bem preparado para o futebol profissional, mas o gramado foi destruído pela atual gestão, assim como as instalações de Marechal Hermes. O time principal ficou sem poder usar a estrutura dos CT’s por falta de campo. Vamos reavaliar os danos, apurar responsabilidades e ver o que será possível fazermos diante da absoluta falta de recursos do Clube.

MARCELO GUIMARÃES: Aí entra 100% da razão. Precisamos tratar as urgências, frente ao desafio da falta de recursos. Temos um CT de boa qualidade no Complexo do Engenhão, composto por dois campos oficiais e um de futebol 7 com grama sintética. Além disso, complementam esse núcleo, uma academia de bom nível, departamento odontológico, fisioterápico e médico, além de infraestrutura de atendimento a imprensa. Dentro de nossa política de respeito aos legados, isso será aproveitado. Ainda em curto prazo, enquanto utilizamos o improviso de Caio Martins, precisamos dotar Marechal Hermes de condições de voltar a receber a nossa Base. No médio prazo, é fundamental construir um CT para o profissional e outro para a Base. Para isso, vamos avaliar as melhores relações de custo x benefício, que inclui avaliarmos: a área da Prefeitura próxima a Barra da Tijuca, o terreno cedido por D. Terezinha, de saudosa memória e uma parceria com um município do Grande Rio, que já demonstram interesse em abrigar um complexo Alvinegro. Quanto ao CT de General Severiano, pretendemos no primeiro mandato, mantê-lo como um CT complementar, que permita entre outras coisas, aproximar o time dos nossos associados.

VINÍCIUS ASSUMPÇÃO: Hoje o que temos é o CT de General Severiano e o Engenhão, para o futebol profissional, acho pouco para um time que almeja chegar ao topo, mas é o que temos. O CT do futebol profissional será em um terreno em Vargem Grande, doado pela Prefeitura do Rio de Janeiro e, ainda, temos outro, também doado e que fica na região de Jacarepaguá. Vamos buscar novos parceiros através de fundo específico de investimento para esta ação, que será coordenada por algum botafoguense ilustre de fora da direção, dando assim mais transparência e credibilidade ao processo para a construção do CT do Futebol Profissional, juntamente com políticas de incentivo fiscal.
A construção do CT do futebol amador, em Marechal Hermes, é fundamental para o desenvolvimento da nossa base. Trabalhar os nossos futuros atletas de forma integral, visando criar um vínculo maior com o clube, ter a Escola Estrela Solidária de ensino fundamental e médio, com o lema “Mais do que treinar: Educar”, são ações fundamentais. A Escola será ferramenta essencial na formação dos nossos futuros atletas, que ainda terão a oportunidade de perceber a importância de jogar em um clube da grandeza do Botafogo de Futebol e Regatas. Dentro deste processo pedagógico, estaremos transmitindo valores extracampo, como a moral, ética, disciplina e coletividade.
Precisamos entender que a formação de futuros atletas representa viabilidade econômica afinal, estes jovens atletas podem se tornar um ativo importante para o clube. Vamos criar valores, desde a base do Botafogo, desenvolver uma identidade clara na forma de jogar do clube, um modelo de jogo inerente a todas as categorias, baseado nesses valores transmitidos. Dessa forma, o time profissional terá raízes e uma forma clara de jogar. Até as contratações dos profissionais da área precisam ter a identificação com este projeto de formação.  Já estamos em conversas com futuros parceiros, para viabilizar no primeiro ano de gestão, a construção do CT da Base, utilizando a Lei Rouanet.

marcelo guimaraes LANIMA20140123 0146 29 EXCLUSIVO: Candidatos à presidência do Botafogo são entrevistados pelo Fala Glorioso

THIAGO RIBEIRO (FALA GLORIOSO): Muitos torcedores chegam a comparar a atual situação do Engenhão com a “venda” de General Severiano na década de 70. Pros Srs. , há alguma ligação política com o fechamento do estádio? E qual plano dos candidatos para o Engenhão?

CARLOS EDUARDO: A questão do Engenhão ainda está muito nebulosa e precisará ser esclarecida. A forma como a interdição do estádio ocorreu e a inércia do Clube diante dos fatos foram realmente perturbadoras. Os sócios e a torcida do BOTAFOGO merecem que tudo seja muito bem esclarecido. E podem ter certeza que tudo será apurado e divulgado. Faremos um estudo de viabilidade do Engenhão depois que soubermos
exatamente quando ele será liberado para o BOTAFOGO e se ocorrerão novas obras e/ou mais interdições para os Jogos Olímpicos de 2016. Só depois disto é que poderemos tomar uma decisão equilibrada sobre seus rumos.
Pode ser que os estudos indiquem a busca de parceiros comerciais para explorar economicamente o estádio, seja através do uso da área, do espaço publicitário ou dos naming rights, além de outras maneiras que acharmos cabíveis, razoáveis e legítimas. Certamente o contrato com a Prefeitura precisará ser rediscutido. Se a decisão for seguirmos com ele, certamente deixará de ser um estádio
vermelho e neutro para ostentar as nossa cores, como fazem os grandesclubes com seus estádios em todo o mundo.
Dito isso, não deixo de lamentar pelo fato da Diretoria do BOTAFOGO não ter tomado uma posição enérgica em defesa dos interesses do BOTAFOGO.

MARCELO GUIMARÃES: Claro que a filiação do atual presidente a um partido político, impactou na sua capacidade de negociar com mais força e liberdade. Até por isso, somos contra que presidente e vice presidente geral, sejam filiados a partidos políticos. Mas por mais que circulem fatos e versões relacionados ao fechamento do nosso estádio, seria leviano de minha parte, assegurar que algo de ilegal houve nas tratativas relacionadas ao fechamento do Engenhão.
O Engenhão é uma peça fundamental em nosso quebra cabeça econômico, esportivo e financeiro. Conversei com alguns dos pré-candidatos e me surpreendeu a posição deles em relação ao nosso equipamento. Posição que ia do desdém a decisão de devolver. Sou condescendente com eles, pois por mais preparados que sejam, não conhecem a arena e seu potencial e vão ter que aprender como lidar com essa riqueza de oportunidades que desconhecem. Vamos ver o que pensam agora, depois que revelei meu entusiasmo com nossa magnífica arena.
Entendemos que para um devedor em descrédito como nós, um ativo fenomenal como aquele é fundamental. Eu sei como fazê-lo funcionar e render, porque já fiz. Só que agora será diferente, pois com a reabertura do Maracanã, o ambiente é outro.
De cara, vamos transformá-lo finalmente na Casa Alvinegra. Uma customização temporária antes de Olimpíada e uma, depois do grande evento e pelo tempo do contrato, finalmente transformará o Engenhão na nossa casa, na Casa dos Botafogueses. Precisamos fazer nossa imensa torcida se apaixonar pelo nosso estádio. Áreas com preços populares e programas de Sócios especiais serão a base dessa ocupação. Fico muito a vontade em relação a esse assunto, pois tudo que lhes relato aqui, está descrito no vídeo do Grande Salto que circula na internet já fazem 5 meses.
Tomaremos as seguintes medidas em relação a nossa magnífica arena: Projetos incentivados irão financiar sua operação e o seu custeio, através da Mostra Olímpica, do Parque Olímpico e da Mostra Nilton Santos. Faremos um melhor aproveitamento turístico e social, utilizando sua estrutura para locação e parcerias. Vamos definir de modo claro e profissional, espaços para realização de ações de merchandising, degustação e sampling de produtos. Através de parceria ou diretamente, vamos aproveitar o menor número de jogos, para realizar de mega shows a shows menores, setorizados, que podem ser realizados inclusive antes dos jogos, assim como fizemos em 2011 com o Grupo Revelação. Vamos finalmente definir espaço para a realização de feiras de negócios e eventos terceirizados, um objetivo que nunca pudemos implantar quando estivemos no clube.
Depois da Olimpíada, em parceria com uma grande rede de restaurantes, construiremos uma pequena Sede Social Olímpica, para estabelecer relacionamentos com o entorno, com Sócios que só poderão frequentar essa sede e dar mais opções para os atuais Sócios Proprietários, que além de General Severiano poderão frequentar esse novo espaço de convívio e lazer.
Além disso, trabalharemos de modo agressivo e profissional a venda de espaços publicitários, divididos em circuitos pela arena (propriedades externas e internas), Cadeiras Cativas e Lounges corporativos
Precisamos imediatamente após a posse, acompanhar a dinâmica olímpica. Buscar obter os melhores legados possíveis da reforma pela qual passará, segundos nossos interesses, já que depois de utilizarmos nossa arena em 2015, ela volta a fechar para a Rio 2016 e só retorna para nós em 2017. E volta como a “joia da cora”, a Arena Olímpica Oficial, com enorme visibilidade e prestígio internacional e com ampliada capacidade de geração de receita. O Engenhão será o Palácio Alvinegro.

VINÍCIUS ASSUMPÇÃO: Chegou a hora de fortalecer os laços com o Engenhão, de transformar o estádio na verdadeira casa alvinegra, criando uma identidade visual que tenha relação com o clube. Temos que facilitar o acesso ao estádio, buscando uma interlocução com o Poder Público (Prefeitura e Estado), a Super-Via, Metrô, Fetranspor e o Norte Shopping. Precisamos colocar transporte público direto de diversas regiões da cidade que facilitem a chegada dos alvinegros ao seu estádio. Para aqueles que utilizam transporte próprio, buscar soluções para de facilitar o estacionamento e, a partir dele, propiciar um transporte até o estádio. Dedicar entradas exclusivas para o Sócio Torcedor e o Sócio Proprietário. Enfim criar facilidades para que o jogo do nosso amado Botafogo, seja um evento em família. Mas o fundamental é a torcida abraçar e entender que sem ela não iremos a lugar nenhum, ela é o elo principal da corrente que irá nos puxar desta situação e nos levar de volta ao topo do futebol brasileiro. Vamos mostrar a torcida que neste momento inicial, ela será o nosso craque nos estádios. Não posso afirmar se houve outros interesses para facilitar os contratos do Maracanã, o que sei é que o Prefeito Eduardo Paes, tem em suas mãos, um laudo indicando uma pequena possibilidade de acidente com a cobertura do Engenhão, então como prefeito da cidade a ele não restou outra alternativa. O que acho é que faltou a direção buscar seus direitos à época e somente agora foi decidido seguir buscando por esta possibilidade.

Carlos Eduardo Pereira Botafogo Sergio LANIMA20111108 0105 26 EXCLUSIVO: Candidatos à presidência do Botafogo são entrevistados pelo Fala Glorioso

THIAGO RIBEIRO (FALA GLORIOSO): A política, infelizmente, sempre caminha pro lado de ataques pessoais. Isso muitas vezes acontece inclusive dentro do clube. Qual opinião dos Srs. a respeito e, em caso de vitória da chapa , a mesma vai estar aberta a diálogo com pessoas das chapas concorrentes?

CARLOS EDUARDO: Da parte do MAIS BOTAFOGO, posso garantir que os ataques pessoais jamais ocorrerão. A classe dos dirigentes dos Clubes de Futebol já está tão desacreditada que precisamos transformar as eleições numa clara apresentação de propostas e serviços prestados, resgatando alguma
credibilidade e permitindo que o quadro social possa escolher com a devida segurança.
Nossa Chapa estará aberta ao diálogo com os membros de todas as outras e com os associados e torcedores em geral. No atual momento político e financeiro do clube, não podemos abrir mão dos botafoguenses que estejam prontos para ajudar e não tenham tido participação nos atos desta gestão. Obviamente que tal ajuda deve estar condicionada aos valores que regem esta candidatura e nosso Plano de
Gestão, quais sejam: o compromisso com a ética e com a transparência administrativa; a responsabilidade fiscal, a eficiência na aplicação dos recursos do clube, busca e ampliação de parcerias comerciais, priorização das categorias de base do futebol e a montagem de um time combativo, dentro de nossas tradições vitoriosas do clube.

MARCELO GUIMARÃES: Completamente aberta, abrigando pessoas de bem e projetos eficientes. No Botafogo atual não existe espaço para ruptura. Na verdade, temos o que chamamos de compromissos do primeiro dia, e, entre eles, está a apresentação em detalhes do nosso projeto executivo, inclusive para os investidores de tanta tradição em nosso clube. Claro que não abriremos mão de nossas convicções básicas. Mas como essas convicções, que também estão descritas em nosso vídeo, falam em profissionalismo e respeito aos legados, sei que todo Botafoguense de bem poderá contribuir conosco.

VINÍCIUS ASSUMPÇÃO: Vamos ganhar esta eleição e retomar a história de conquistas do Botafogo.Com certeza, não só ter o diálogo, como trazer para a gestão, outros botafoguenses que estão em outras chapas ou não. Neste processo tenho dialogado com todos e fico feliz quando escuto que todos estão dispostos a ajudar nossa caminhada. Quem assumir o clube, na atual situação, terá um grande desafio e não pode ter a prepotência de achar que irá administrar o clube apenas com o seu ciclo de relacionamento.  O Botafogo precisa da união dos grandes alvinegros para retornar ao seu caminho de glórias. O diálogo também tem que acontecer permanentemente com os poderes internos do clube, como o Conselho Deliberativo. Esta é a minha principal característica, o diálogo!
Mas não sou daqueles que ficam só atirando pedras, quero olhar para frente e construir uma nova história para uma nova geração de pequenos alvinegros, que querem ter ídolos e grandes conquistas.

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THIAGO RIBEIRO (FALA GLORIOSO): Qual setor do clube merece um tratamento prioritário?

CARLOS EDUARDO: Sem dúvida alguma é o setor financeiro. O BOTAFOGO hoje encontra-se
em estado de insolvência de fato, e isso precisa ser revertido o mais rapidamente possível.
Em seguida, o futebol como um todo, da base ao time principal e a captação de novos recursos e patrocínios, sem os quais nada se consegue.
Algumas ações que consideramos essenciais para o futebol:
– Tratamento prioritário das divisões de base, não apenas como fonte de receita, mas como uma alternativa de baixo custo para montar uma equipe competitiva. Para isso, será fundamental aprimorar o processo de
descoberta de novos valores, bem como uma política transparente no tratamento com empresários e procuradores, que os bônus e ônus das transações sejam divididos de uma forma justa, que preserve os
legítimos interesses do clube.
– Estudar e estabelecer uma política salarial dos atletas que diminua os riscos do clube, pagando salários fixos menores e prêmios maiores em função dos resultados. Ou seja, se o time vencer campeonatos, osjogadores poderão, inclusive, ganhar acima da média dos grandes clubes brasileiros;
– Propor, junto aos demais grandes clubes, um projeto de Liga que permita a negociação em bloco com as TVs, de modo a uma repartição mais justa dos valores entre os clubes, evitando que no futuro nossos
grandes clubes brasileiros se limitem apenas 4 ou 5. Talvez o modelo inglês seja uma boa alternativa.
– A nova liga deverá ainda estabelecer um código de ética entre os clubes de forma a evitar a competição desleal e predatória do poder econômico. Além disso, vamos propor que a Liga faça um profundo estudo da
legislação atual, que substituiu a antiga lei do passe, de modo a verificar e propor ao Senado e a Câmera modificações que equilibrem os riscos entre todas as partes envolvidas.

MARCELO GUIMARÃES: Além do atendimento a torcida e ao nosso futebol, a dívida.

VINÍCIUS ASSUMPÇÃO: Todos os setores do clube merecem uma especial atenção, mas se for escolher um, será o Futebol, por ser o carro chefe do clube e onde precisamos ter uma mudança imediata na mentalidade, além de preparar as condições adequadas de trabalho para todos os profissionais da área e quando falo nisto, incluo as divisões de base. Mas acho que o tratamento da situação financeira também faz parte dessas prioridades, afinal sem recursos o futebol não anda.

general EXCLUSIVO: Candidatos à presidência do Botafogo são entrevistados pelo Fala Glorioso

THIAGO RIBEIRO (FALA GLORIOSO): O Botafogo hoje vive um momento difícil financeiramente. O Torcedor do Botafogo sofre quando lê os problemas financeiros que o Botafogo atravessa ao longo dos anos. Sabemos que, embora seja grave, isso não é novidade alguma no clube. O Sr. considera o Botafogo um clube viável economicamente?
Qual seria a atitude para sanar ou amenizar tal situação? Esse plano de ação já existe?

CARLOS EDUARDO: A dívida do clube hoje gira em torno de 750 milhões de reais. O principal problema dessa dívida está nos juros gerado por ela. Temos três tipos distintos de dívida: fiscal, trabalhista e cível.
A dívida fiscal é a mais inflexível e de difícil negociação. Por conta de um princípio jurídico chamado de “indisponibilidade do interesse público”, não há praticamente nenhum espaço para negociação com os servidores públicos de carreira do Governo, por portaria. Toda negociação deve ser aprovada em lei. Isso cria uma gigantesca amarra para o clube. Somente com a aprovação do ProForte teremos chance de obter melhores condições, pois, como é de conhecimento público, o atual Presidente do Botafogo deixou de recolher tributos de maneira irresponsável, contando com uma grande anistia que não aconteceu. Com o parcelamento da dívida em até 25 anos, esperamos que a parcela de pagamento mensal não ultrapasse o equivalente a um milhão por mês. O Clube acaba de inscrever-se no REFIS, mas temos que aguardar se esta gestão conseguirá honrar as parcelas mensais previstas até as eleições.
A dívida trabalhista é mais flexível, mas nem tanto, pois os sindicatos e a justiça do trabalho costumam não liberar a livre-negociação no pagamento de dívidas entre patrão e empregado, especialmente quando a causa já está posta na justiça e com sentença definitiva. O ato trabalhista é uma solução, mas devemos atentar quanto aos juros cobrados pela justiça do trabalho, notadamente altos e bem maiores que a média de juros obtida no mercado financeiro. Caso a parcela mensal a ser depositada no TRT venha a ser muito alta, teremos de buscar a mesma solução a ser encontrada para as dívidas cíveis.

MARCELO GUIMARÃES: A dívida é o grande desafio e já começamos a trabalhar. Na semana passada, realizamos um seminário com a presença do Dep. Otávio Leite, autor da lei de responsabilidade fiscal. O resultado do encontro foi tão produtivo, que iremos apresentar nessa sexta feira, dia 05.09.14, uma proposta de emenda ao projeto de lei, elaborada pelo Procurador Dr. Luiz Eduardo Lessa, membro do nosso grupo, que propõe atender, além das dívidas fiscais, as dívidas cíveis, que não estão atendidas por nenhum mecanismo oficial de apoio.
Dentro de nossas prioridades, já definimos o que chamamos de medidas do primeiro dia, que incluem:
1. Apresentação do projeto executivo e das múltiplas oportunidades de investimento do clube para os investidores alvinegros e para o mercado como um todo;
2.Pedir uma audiência ao Ministro da Fazenda para comunicar oficialmente que optamos pela Lei de Responsabilidade Fiscal no Esporte ou, caso não esteja ainda promulgada, outra legislação vigente com disposições semelhante;
3. Ajustar os termos do Ato Trabalhista;
4. Entrar com pedido de recuperação judicial para os demais credores comerciais; estabelecer um Orçamento participativo 2015 para equilibrar as finanças correntes do Clube e reunir o futebol e definir hierarquia e compromissos.
5. Proceder a contratação de uma consultoria que audite com rigor e em profundidade os detalhes de nossa dívida e apoie na estruturação organizacional do clube também é um desafio prioritário.
6. Realizar uma ampla auditoria em nossos contratos, visando estabelecer uma revisão qualitativa dos acordos em andamento é outro aspecto fundamental e mais:
7. Aderir a Lei de Responsabilidade Fiscal: atualmente em tramitação no Congresso, que pacificará nossos compromissos com o governo e estabelecerá metas de governança e controle para as atividades esportivas=>soluções legais de longo prazo para as dívidas passadas e equilíbrio dos exercícios correntes;
8. Implantação ou aprimoramento do orçamento participativo;
9. Enquadramento das despesas: esforço necessário frente à nova realidade, dentro da previsão das receitas;
10. Recuperação extra-judicial: equacionar as dívidas com os demais credores;
11. Captação de recursos de investidores e todos que possam ajudar, via abertura de capital: captar junto aos investidores com apoio do NOVO MERCADO e das boas práticas de Governança Corporativa

No mais, é ampliar nossa capacidade de geração de receita, chamar para nosso convívio os ex-jogadores que ajudaram a escrever nossa história, formar um time competitivo, com gestores com histórico vencedor e alvinegro e profissionalizar de verdade, acabando definitivamente com a prática de contratar amigos e políticos sem competência para as funções remuneradas, além de firmar um grande pacto com nossa imensa torcida, razão de ser de todo esse esforço.

VINÍCIUS PRESIDENTE:  Infelizmente nos últimos 40 anos, o Botafogo foi se tornando “menor” e, sem uma sequência de grandes e importantes conquistas, deixou de aumentar o seu maior patrimônio: a sua torcida! O Botafogo aumentou sua dívida financeira e diminuiu não só a sua capacidade de investimentos, mas também a sua capacidade de caminhar sozinho. Hoje o grande entrave no caminho do Botafogo é a sua atual situação financeira – a dívida já ultrapassa a casa dos R$ 700 milhões. A verdade é que o clube nunca tratou esta questão de forma profissional e transparente. É Preciso auditar a dívida e montar, com profissionais da área financeira, um programa de saneamento e apresentar ao Conselho Deliberativo, propostas que serão aprovadas e seguidas pelo Conselho Diretor. É um processo de longo prazo, mas que precisa ser iniciado e com total transparência – Pois somente assim conseguiremos ganhar o apoio de investidores e da própria torcida. Para isto será necessário, conhecer e mostrar para todos o que está sendo equacionado. O Botafogo precisa inaugurar uma nova forma de gestão no futebol brasileiro, ser pioneiro, assim vamos atrair, com certeza, novos investidores. Quem não vai querer “colar” sua imagem com um clube transparente, ético e profissional?

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