Pouco lembrado pelo ex-treinador Eduardo Barroca em 2019, o meia Leo Valencia teve a primeira oportunidade como titular no Botafogo, depois de quase quatro meses, na partida contra o Palmeiras, pela 25ª rodada, com o interino Bruno Lazaroni. Na última rodada, na vitória sobre o CSA, voltou a figurar na escalação inicial de Alberto Valentim. Visto até pouco tempo como “negociável” pelo Alvinegro e alvo de críticas dos torcedores, o chileno tem nova chance de se firmar no time e encerrar o ano com um saldo positivo.

No Campeonato Brasileiro, Valencia encarou uma sequência de cinco jogos consecutivos sem ser sequer relacionado para o banco de reservas por Barroca, antes de entrar em campo no segundo tempo da partida contra o Atlético-MG, pela 21ª rodada. No duelo, no Estádio Nilton Santos, deu uma assistência para o gol da vitória, por 2 a 1, marcado por Alex Santana. A partir de então, voltou a ser utilizado pelo ex-treinador no decorrer dos jogos e deu algum dinamismo ao criticado meio-campo do Glorioso, além de participar mais da criação ofensiva.

Logo após a demissão do ex-treinador e antes da chegada de Valentim, entrou bem na segunda etapa da partida contra o Goiás, em casa, e marcou o terceiro gol da vitória alvinegra, por 3 a 1, quando o time foi comandado pelo interino Bruno Lazaroni.

Valencia é um dos poucos meias com características ofensivas do elenco reduzido do Glorioso e as boas atuações recentes, ainda que não tenham sido brilhantes, mostraram que ele ainda pode ter um lugar no time. A chegada de Valentim pode facilitar a vida do chileno. O atual treinador parece gostar do estilo de jogo do meia. Os dois trabalharam juntos, em 2018, e Leo era escalado com frequência. Sob o comando do técnico, fez 23 partidas, com dez vitórias, sete empates, seis derrotas e três gols anotados.

A lesão no joelho direito de Rodrigo Pimpão, que não deve mais jogar em 2019, e a longa espera pela recuperação de Alex Santana de uma entorse no tornozelo esquerdo abriram uma vaga na equipe e também contribuíram para a ascensão do jogador. Caso seja novamente escalado para encarar o Grêmio, no próximo domingo, Leo Valencia poderá superar, de vez, as desconfianças da torcida e confirmar o reencontro com a boa fase.

Meio-campo ideal do Botafogo contra o Grêmio

Alberto Valentim tem dúvidas para escalar a equipe. Com desfalques, o técnico ainda não poderá contar com um Alex Santana em plenitude física, apesar do camisa 10 ter retornado aos treinos nessa semana. Na vitória sobre o CSA, o setor foi formado por Cícero, João Paulo e Diego Souza, com Bochecha sendo sacado do onze inicial.

João Paulo, Bochecha e Cícero foi o meio-campo mais comum com Eduardo Barroca. Com Valentim, o segundo perdeu a vaga na equipe titular por não ser intenso sem a bola no pé, algo que o comandante entende como fundamental para um atleta da posição. Valencia, por sua vez, foi escalado em um setor mais avançado do campo, mas também recompôs no meio, principalmente pelo lado esquerdo.

Victor Rangel no ataque e Diego Souza no meio? Bochecha e três volantes ou uma equipe mais ofensiva? Estas são algumas das questões que passam pela cabeça de Alberto Valentim, que traz, lentamente, o 4-2-3-1 novamente à tona como a formação tática do Botafogo. O camisa 7 é um dos atletas mais importantes da equipe neste sentido, já que pode fazer mais de uma função.

Para Leo Valencia, a história é parecida: além de poder compor uma linha de meio-campistas, o chileno também é capaz de exercer uma função mais à frente, no lado esquerdo do ataque – onde pode puxar para dentro e finalizar com a perna direita, sua dominante. De qualquer modo, Valentim pode ter dúvidas, mas o camisa 20 começa, aos poucos, a aparecer como possível chave.

Vote nas enquetes abaixo:

Fonte: Terra