Quando começou a carreira de técnico no Corinthians, Oswaldo de Oliveira passava a imagem de ser um homem culto, sereno, calmo, talvez tranquilo até demais para um técnico de futebol. Aos poucos, porém, ele mudou esse estilo. No Botafogo já tinha mostrado seu outro lado, agora mais vibrante, tanto em preleções antes do jogo como em campo mesmo. Agora no Santos ele tem reafirmado essa mudança rapidamente.

O principal símbolo disso aconteceu nesta terça-feira, no jogo contra o Grêmio Osasco Audax. Logo após o gol de empate marcado por Jubal, o técnico se virou para a torcida que estava atrás dele e fez o gesto de “banana”.

A explicação veio na entrevista coletiva: disse que se dirigiu apenas a torcedores que vaiaram a decisão de colocar o jovem Diego Cardoso em campo, um garoto que estava disputando a Copa São Paulo e só foi relacionado no time profissional por causa do excesso de desfalques.

“Não eram mais de dois torcedores, porque a torcida, a Força Jovem, foi importantíssima. Mas tem torcedor que não apoia nem um garoto que vai vestir a camisa pela primeira vez. Isso é inadimissível, por isso me manifestei”, justificou.

Não foi apenas nesta resposta que Oswaldo mostrou seu novo estilo. Em outras perguntas ele sempre respondeu com tom alto, afirmações fortes e muitos gestos com as mãos. Foi contundente, por exemplo, ao culpar grupos de investidores e empresários por dificuldades nas negociações que envolvem destaques do Santos, como Montillo, Cícero e Leandro Damião.

Nas palavras e no jeito de falar ele não parece, nem de longe, o mesmo Oswaldo de dez anos atrás. Mas parece sim o Oswaldo do Botafogo. Quando estava no time carioca, chamou atenção o vídeo da sua preleção antes de um jogo contra o Fluminense. Agora no Santos, ele já permitiu que divulgassem o vídeo da sua primeira preleção, antes da vitória contra o XV de Piracicaba. E assim ele provou que não está intimidado para mostrar seu novo estilo na casa nova.

Fonte: Terra