Glorioso, profissionalismo e título: candidatos elegem prioridade no Botafogo

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Por FogãoNET

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Bandeira do Botafogo no Estádio Nilton Santos
Vítor Silva/Botafogo

O Botafogo terá, nesta terça-feira (24), eleições para definição do seu novo presidente, que assumirá a equipe no dia 1° de janeiro de 2021 e com mandato até 31 de dezembro de 2024.

Esta será a primeira vez na história do clube que um presidente ficará por quatro anos no cargo. Esta mudança de estatuto foi aprovada pela gestão de Carlos Eduardo Pereira, mandatário entre 2015 e 2017.

Na votação desta terça, estão aptos 1353 sócios. É permitida, apenas, a participação de membros do quadro social do clube, como sócios-proprietários, eméritos, beneméritos e grandes beneméritos.

O próximo presidente terá que lidar com dois problemas do clube, que são as crises financeira e política. A primeira vem por conta da grande dívida que o Botafogo possui, beirando R$ 1 bilhão. A segunda, pela saída de lideranças como Carlos Augusto Montenegro.

Na eleição, concorrem três chapas: Botafogo de Todos, com o candidato Durcésio Mello, Todos pelo Botafogo, representada por Alessandro Leite, e O Mais Tradicional, de Walmer Machado. Os três candidatos foram entrevistados pela reportagem do ESPN.com.br e responderam a algumas perguntas iguais, como visto abaixo.

Por que merece ser eleito presidente do Botafogo?

Alessandro Leite:

“Na verdade, não é questão só de merecimento. O Botafogo é uma paixão que temos desde criança e a intenção de poder colaborar com o clube, estar a frente do clube na presidência, obviamente é para que possamos tornar o clube melhor, mais viável, dando mais alegrias a nossa torcida que ultimamente vem tendo algumas desilusões amorosas, as coisas não estão como deveriam estar. Acompanhando a grandeza do Botafogo, os resultados não têm sido favoráveis e a gente tenta batalhar justamente para trazer felicidade ao torcedor alvinegro”.

Durcésio Mello:

“Há seis anos, o Montenegro lançou meu nome como uma possível solução para o Botafogo. Pela minha visão empresarial, pela minha experiência com negócios e de administração. Mas eu não pude, por motivos profissionais. Acabei emprestando meu nome para a chapa que foi liderada pelo Thiago Cesário Alvim e a gente perdeu a eleição. Nas últimas eleições, tentamos fazer, e eu participei desse processo, juntar várias correntes do Botafogo e conseguir um nome de senso comum para se candidatar e concorrer contra o Nelson Mufarrej. Não aconteceu e acabou que o Marcelo (Guimarães) lançou. Agora, devido a minha vida profissional e esses seis anos de bagagem que acumulei, pois nunca havia me envolvido na política do Botafogo, não conheço a maioria das pessoas, agora eu estou preparado. Estou profissionalmente mais estável, com 65 anos, numa fase em que minhas empresas estão rodando, e eu posso me dedicar ao Botafogo. Acho que essa experiência empresarial e de profissionalismo, implantar governança, eu tenho capacidade para fazer isso. Eu trabalho com isso, vivo isso, então acho que agora estou preparado para esse cargo”.

Walmer Machado:

“Meu desejo de ser presidente do Botafogo decorre do meu passado de arquibancada, de botafoguense fervoroso, e por entender que sou o candidato que hoje pode agregar valores extremamente positivos para o Botafogo. Não obstante isso, já produzi resultados incríveis para o clube. Fui advogado da maior ação que o Botafogo tem contra si, movida pela construtora Odebrecht, no importe de 45 milhões de reais. Quis o destino que eu fosse constituído como advogado terceirizado e, nessa linha de raciocínio, produzisse um resultado tão esperado pelo Botafogo: o trancamento da execução. Certamente as portas não estariam abertas se o Walmer tivesse atuado com todo esmero, com toda dedicação e tecnicismo perante ao tribunal. Acima de tudo, por causa da fidelidade ao Botafogo. Como também fui o único candidato que no próprio certame, ou seja, nessa fase de candidatura, apresentou um banco europeu sediado em 21 países, cujo CEO desse banco no Brasil, enviou uma carta de intenções ao Botafogo de Futebol e Regatas. Então dentre estas e outras, até porque o nosso ‘botafoguismo’ é conhecido de todos, nos achamos legitimados para postular o cargo de presidência”.

Complete a frase: Em sua gestão, o maior objetivo será…

Alessandro Leite:

“Trazer ao torcedor alvinegro a possibilidade de dizer que ele realmente torce para o Glorioso. Esse apelido ele precisa ser valorizado. O Botafogo tem que ser o Glorioso do presente, não do passado. Ele precisar estar Glorioso, não ter sido Glorioso. Essa seria uma grande missão”.

Durcésio Mello:

“O profissionalismo, a implantação do profissionalismo. Porque é isso que vai levar a gente para um patamar diferente. De dinheiro, de estrutura, para voltar a disputar títulos”.

Walmer Machado:

“Minha maior obsessão será ser campeão nacional. Uma Copa do Brasil, ou um Campeonato Brasileiro

Se não fosse candidato, em quem votaria?

Alessandro Leite:

“Eu votaria no Alessandro (risos). Colocaria ele na cédula e marcaria o voto para ele. Não tenho qualquer problema com outros candidatos. Não vou responder essa pergunta de forma pessoal para um ou outro candidato que esteja disputando, mas caso eu não seja o vencedor nessas eleições, qualquer um que entre pode ter a certeza de que estarei na torcida para que ele possa ser o melhor presidente que o Botafogo já teve na história”.

Durcésio Mello:

“Essa é uma pergunta difícil. Eu acho que a gente nunca deve se abster de participar de uma eleição, mas é uma ‘Escolha de Sofia’ danada. Porque se tem de um lado um candidato que eu acho que é muito bom, que eu tenho a melhor impressão dele, que é o Alessandro, mas está com o Mais Botafogo, que, lamentavelmente, acredita em uma teoria do amadorismo. O outro, certamente, eu não votaria. E é por motivos éticos, porque eu não poderia votar em um cara que fraudou e colocou seis mortos na chapa. Para mim, isso é muito sério. É muito lamentável, muito ruim para a instituição Botafogo permitir uma fraude desse tamanho”.

Walmer Machado:

“Eu ficaria em casa. Não votaria em nenhum dos dois. Em que pese o respeito aos candidatos, mas não vejo nenhum deles apto ao comando do Botafogo de Futebol e Regatas”.

Fonte: ESPN Brasil

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